quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Brasil, juros e carga tributária.


O Brasil tem amadurecido consideravelmente em sua política econômica nas duas últimas décadas. Atualmente, conta com a menor taxa de juros reais desde que o Plano Real entrou em vigor efetivamente, em 1995. Mesmo com estes avanços significativos, ainda somos a quarta taxa básica mais alta do mundo. 

A presidente Dilma Rousseff comprou uma briga com os bancos privados, usando os bancos públicos como agentes reguladores de mercado, reduzindo as taxas cobradas dos tomadores de empréstimos, forçando o sistema bancário 'privado' a seguir a mesma linha. Estamos em um processo de desintoxicação dos juros altos, embora o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) tenha sinalizado que manterá as taxas atuais inalteradas por um bom tempo. 

Por que nosso país não pode ter índices compatíveis com a estabilidade alcançada nos últimos anos a exemplo dos países europeus, que mesmo em crise, conseguem ter juros reais próximos a zero?  

Além do custo do crédito ser demasiadamente caro (vide os do cartão de crédito e outras modalidades de financiamento), o Brasil gasta mal o que arrecada. As folhas de pagamento do Estado Brasileiro em seus âmbitos municipal, estadual e nacional estão engessadas com pagamento de salários de servidores "convidados" a trabalharem no serviço público por padrinhos políticos. E isso suga importantes recursos que poderiam ser utilizados na modernização de nossos sistemas de transporte e infra-estrutura, dando a nossa economia mais competitividade. O Estado deve melhorar a gerência dos serviços por ele ofertados, racionalizando os gastos e maximizando seus efeitos sociais. 

Outro ponto que também é o nosso calcanhar de Aquiles é a carga tributária elevada, ao qual nela está embutido o custo-corrupção. Imaginem se os 80 bilhões de reais desviados anualmente em contratos fraudulentos se convertessem em reduções tarifárias? a carga tributária cairia de 35% para aproximadamente 30% do PIB. Isso estimularia investimentos empresariais, geraria milhões de empregos e os índices de miséria relativa cairiam ainda mais. 

Precisamos modernizar as relações entre os Estados e os Indivíduos. A função do primeiro deve ser o de garantir a prosperidade do segundo, criando condições para maximização de lucros através de um saudável ambiente empresarial e a questão tributária, no Congresso Nacional, pouco ou nada tem merecido debates. Enquanto isso, perdemos competitividade. E o México parece que se tornou a bola da vez.


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Sobre Joaquim Barbosa


Tomou posse no dia 23 do presente mês como o primeiro negro a presidir o Supremo Tribunal Federal, a mais alta instância do judiciário brasileiro, Joaquim Barbosa. Ele tem ganhado bastante destaque na mídia como relator do processo denominado por Mensalão, que foi o maior escândalo de corrupção do governo Lula e que derrubou figuras-chaves de seu governo, como o todo poderoso ministro José Dirceu, da Casa Civil. Mesmo tendo sido indicado pelo governo petista em 2003 como ministro do Supremo, mostrou-se isento em sua conduta, condenando os réus desta questão a penas elevadas para diversas categorias de crimes, como formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. 

Este caso emblemático que envolve figuras políticas do PT tem provocado atritos dentro da própria Corte judiciária. Imortalizaram-se os embates entre ele e o ministro Ricardo Lewandowski, que é o revisor da Ação Penal 470 e que tenta por vezes 'suavizar' as punições dos envolvidos. Aliás, Lewandowski será o vice-presidente do STF, o que sinaliza que o STF será pelos próximos dois anos, palco de acalorados debates!

Independente do radicalismo de Joaquim, nele encontro méritos que o diferenciam e que o colocam em patamares acima ao de Lula. É de origem humilde, como o ex-presidente tanto se gaba de ser, porém orgulha-se de ter estudado, além de construir notável biografia no ramo do Direito. Fala fluentemente 4 línguas. E disse, em seu discurso de posse, um fato: a justiça brasileira é desigual. (veja aqui) Fato este que não é novidade a ninguém. Tanto, que o próprio ministro da justiça, José Eduardo Cardozo, disse:

“Se fosse para cumprir muitos anos na prisão em alguns dos nossos presídios, eu preferiria morrer.”

Não será pelo fato de nosso sistema prisional ser medieval que deve-se impedir a aplicação da pena corretiva que lhes cabem. Caso contrário, confirmará mesmo as palavras de Barbosa de que a justiça de nosso país não trata a todos de forma igual, sendo cadeia foi feita para pobres. O Ministro Toffoli disse que o pedagógico não é condenar (a prisão) e sim reaver os valores desviados. Concordo. Então podemos dar aos assaltantes do Banco Central de Fortaleza a mesma prerrogativa?

...

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Protesto de moradores do Pedregal



Moradores do PEDREGAL estão fazendo um protesto na BR- 304 no município de Aracati.

A população do bairro PEDREGAL, se reuniu na BR-304 próximo a ponte JK que está em processo de construção. 

Segundo informações de populares, o objetivo do protesto é a falta de redutores de velocidade ou a construção de uma passarela, pois muitas pessoas já perderam a vida no local.

Quando passei pelo local havia muitos populares próximo a ponte e mais adiante tinha uma outra aglomeração de populares.

A fila de carros parados atravessava a ponte.

Opinião de Heitor Morais:
A população brasileira só consegue alguma coisa dos poderes públicos, quando vão as ruas reivindicar problemas que teriam que ser resolvidos sem a população interditar uma rodovia federal.
Deixo aqui o meu apoio à população do bairro do PEDREGAL, pois já que eles só enxergam os problemas da população, quando a população vai as ruas, então vamos as ruas, ficar calado e sofrendo é que não dá.


Por: Heitor Morais

Sobre a próxima câmara municipal.


A próxima legislatura contará, em nosso município, com 15 vereadores. Cinco dos atuais se reelegeram: Tácito, Marcos Monteiro, Naselma, William Lima e Kaká. Teremos uma Câmara com um novo perfil: médicos, líderes comunitários, empresários, políticos  'de carteirinha' e um jovem universitário. Esperamos que estes representantes do povo sejam elementos fiscalizadores e ativos da máquina pública e que não sigam os péssimos exemplos da atual legislatura que pecou enormemente por atos e/ou omissões (mais por omissões, diga-se de passagem), salvo algumas exceções. E que não usem de sua investidura para barganharem cargos a seus amigos e cabos eleitorais.

E que nós enquanto sociedade  acompanhemos e participemos mais da vida política de nossa cidade.  Recordo-me da mobilização que houve por ocasião do aumento de subsídios de vereadores. Graças à presença dos aracatienses na Casa do Povo para dizer NÃO, o aumento acabou não sendo o que eles ambicionavam. Somente um povo mobilizado é capaz de impulsionar avanços econômicos, políticos e sociais de nosso Aracati, apontando os erros e as soluções para os mesmos.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Ao prefeito eleito de Aracati, Ivan Silvério.

O Aracati vive atualmente um momento ímpar em sua história. Após um processo eleitoral que deixou os ânimos à flor da pele, os munícipes elegeram como seu prefeito a partir de janeiro de 2013 o contabilista Ivan Silvério (PDT-12), com ampla margem de diferença em relação ao candidato que ficou em segundo lugar, Ricardo Sales (PTB-40). 

São muitos os desafios que terá de enfrentar pela frente. Se desejar não ter a mesma impopularidade do Sr. Expedito Ferreira daqui à quatro anos quando submeter novamente o seu nome à reeleição, deverá agir com firmeza já no primeiro dia de administração. Terá de desagradar a muitos interesses e restituir os princípios de Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência - LIMPE, doa a quem doer. Isso se configurará, se for aplicado, em um verdadeiro "choque de gestão", que fatalmente irá "eletrocutar" quem tiver interesses escusos na prefeitura. Deverá dizer não à muitas coisas e à muitas pessoas.

Ivan não deverá ser prefeito apenas dos mais de 60% dos eleitores que nele confiaram um voto de esperança. Será também prefeito dos demais aracatienses que nele não votaram. Isonomia. A máquina pública tem que deixar de ser cabide de empregos para cabos eleitorais de vereadores e seus apaniguados políticos. A melhor forma de começar com o pé direito uma nova Era em nossa terra é a realização de concurso público, para dar um caráter qualitativo ao seu governo, com procedimentos rigorosos e transparentes para admissão de novos servidores, evitando a necessidade de se recorrer à contratos temporários que tanto pesam nos balancetes orçamentários. E além do mais, se dará oportunidades iguais a todos.

No primeiro ano de gestão, terá de calibrar seu governo, varrer a sujeira que está por debaixo de tapetes, reaparelhar os órgãos administrativos e informatizá-los, criar mecanismos de fiscalização e  controle governamental, para que os serviços públicos ofertados pela prefeitura sejam bem avaliados pela população, além de definir um código de conduta para os servidores. 

No tocante ao sistema de saúde, há a necessidade de urgentes intervenções: aumentar o número de médicos e equipes de PSF's, além de reestruturar e reaparelhar os hospitais públicos, como o HMED. 

Na educação, as escolas que compõem o sistema de ensino necessitam de amplas reformas estruturais,  além de profissionais devidamente qualificados.

Na infra-estrutura, há inúmeros gargalos: Ruas esburacadas, lixo se avolumando em encostas de muros, construções irregulares desobedecendo códigos de postura e edificação, estabelecimentos comerciais se apropriando de calçadas e limitando o tráfego de pedestres, obrigando-os por vezes a disputarem espaços com veículos, o que oferece a eles iminente risco de acidentes, além do precário acessos às comunidades rurais e distritos do município.

Na Cultura, deve-se resgatar o brilho dos históricos carnavais que alegraram os citadinos e os que para cá se dirigem para prestigiar a Grande Folia. A Banda Municipal deve ser reaparelhada para voltar a ilustrar os eventos festivos. Necessitamos de um Teatro Municipal, para fomentar a criação de novos talentos artísticos. Nosso patrimônio histórico deve ser estudado e preservado. Por que não se criar um fundo para o financiamento de publicações de cunho literário, histórico ou científico de autores aracatienses?

Enfim, pode parecer que o que escrevi aqui seja utopia. Mas são elas que devem mover as nossas ações. E é a intensidade de nossas ações que as tornam em realidade. Desejamos um novo recomeço para a Terra de Dragão do Mar. 
Que os ventos jaguaribanos soprem bonança. 
Que as nuvens de apatia e tristeza que nos tolheram o direito de sonhar sejam levadas para bem longe. Que a população seja um agente fiscalizador dos que a representam no Legislativo.
Que Ivan não nos decepcione.

Caio Ferreira Rocha.
Professor.

domingo, 16 de setembro de 2012

Aos jacarés, aos bacuraus ou aos outros animais de nossa fauna política.

Em Aracati, os grupos políticos e seus simpatizantes estão acostumados a se polarizarem por critérios nem um pouco ideológicos em época de eleições e até posteriores a elas.

Um grupo se denomina animal A (jacaré) e o outro, animal B (bacurau).

Será que as lideranças políticas dessa cidade pensam que aqui é um jardim zoológico para tratarem seus eleitores como animais irracionais? 

Parece-me que sim. O mais cômico é a autoaceitação dessas classificações pelas pessoas convenientemente usadas como massa de manobra. Dizem elas: "Eu sou A, eu sou B".

Quem é analfabeto funcional não vai entender o que escreverei a seguir, mas vamos lá:

Há aproximadamente 1 século e meio atrás, o biólogo britânico Charles Darwin formulou a teoria de seleção e evolução das espécies. Disse ele que espécies que não se adaptam, desaparecem e tampouco evoluem. Estou torcendo para que haja uma evolução na política aracatiense e que ambos os animais (A e B) se extinguam de nossa fauna política e que nossa cidade volte a ser governada pelos homo sapiens. E que não me venha as ONG´s de defesa dos animais me torrarem a paciência que, por sinal, é muito pouca. 

Quem quer que se eleja, terá de desagradar a muitos interesses, se desejar fazer uma administração eficiente e voltada a resultados. 

Deverá dizer muitos não's.

Terá de fechar seus ouvidos a elogios gratuitos advindos de pessoas unicamente motivadas em preservar seu status quo.

Terá de dialogar com a sociedade as suas problemáticas mais gritantes. Não poderá se furtar em atos.

Deverá governar para todos. E democratizar oportunidades que a máquina estatal é capaz de propiciar. O concurso público deve ser a bandeira a ser defendida por cada um de nós.

E urge a necessidade de definição de uma agressiva política industrial, para que se ampliem as chances de ter um emprego decente, reduzindo a pressão por empregos públicos. É triste constatarmos que a Prefeitura é a maior fonte geradora de empregos e que tanta gente dela depende. É desse clientelismo que nasce os vícios que corrompem as instituições republicanas.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Regina Cardoso é indeferida. Que surpresas o futuro reserva até 7 de outubro nas eleições em Aracati?


No dia 01 de Agosto, a juíza eleitoral da 8ª Zona, Ana Kayrena da Silva Freitas, expediu sentença que indeferiu registro de candidatura à sra. Regina Lúcia Cardoso Barbosa (PSB) mediante a seguinte argumentação:
No primeiro processo, prestação de contas exercício financeiro de 1999, restaram consignadas as seguintes irregularidades, as quais não foram sanadas: Ausência da Lei Autorizativa e do Termo Contratual para empréstimos concedidos a servidores; não repasse do ISS e empréstimo pessoal; ausência de esclarecimento sobre a despesa intitulada "Fundo Geral de Valores" , não sendo possível verificar se referido valor foi restituído aos cofres municipais.
No segundo processo, prestação de contas exercício financeiro de 2000, restaram consignadas as seguintes irregularidades, as quais não foram sanadas: Não apresentação ao TCM de lei autorizativa e termo contratual firmado com instituição financeira (BEC) para a concessão de empréstimos aos servidores públicos municipais; ausência de repasse a quem de direito dos valores alusivos ao ISS-R$2.496,45 e despesa de empréstimo pessoal - R$1.299,68; Divergência de R$33.490,42(trinta e três mil, quatrocentos e noventa reais e quarenta e dois centavos) entre o valor dos restos a pagar registrado no Demonstrativo da Dívida Flutuante e o resultado apontado pela Inspetoria.

No terceiro processo, exercício financeiro de 2001, restaram consignadas as seguintes irregularidades, as quais não foram sanadas: a prestação de contas foi enviada ao TCM incompleta, faltando o demonstrativo das doações, subvenções auxílios e contribuições concedidos e cópia da primeira e última folha dos extratos bancários.
No quarto processo, exercício financeiro de janeiro a março de 2003, restaram consignadas as seguintes irregularidades as quais não foram sanadas: remessa intempestiva e incompleta da Prestação de Contas de Gestão ao TCM, conforme o estabelecido na instrução normativa nº 03/97, do Tribunal de Contas, impossibilitando a comprovação de saldo financeiro apurado no final do exercício.
Observando os acórdãos acima referidos entendo preenchidos todos os requisitos previstos no art. 1.º, I, "g" , da LC 64/90, pois:
1) as contas foram apreciadas e julgadas de forma definitiva pelo Tribunal de Contas dos Municípios;
2) ficou constatado no decisum que a impugnada praticou, em tese, atos de improbidade administrativa, com lesão ao erário e contra os princípios da administração pública;
3) as irregularidades são todas insanáveis. 
[...]
Da análise minuciosa dos vícios constatados, é flagrante e inescusável o prejuízo sofrido pela Administração Pública Municipal de Aracati, quando a impugnada era gestora do FUNDO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, as irregularidades foram desde a a ausência de repasse de verbas de terceiros o que constitui em tese o crime de apropriação indébita, tornando a conduta da gestora ainda mais grave; até a extemporaneidade para a prestação de contas que a meu ver não constitui um vício meramente formal, trata-se de uma falha insanável que deve caracterizar a inelegibilidade prevista no art. 1º, I, g da LC 64/90.
A Lei 8429/92, em seu art. 11, inciso VI declara que constitui ato de improbidade administrativa deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo;ou seja a impugnada sabia de sua obrigação de prestar contas, no prazo estipulado, pois a ninguém é permitido alegar o desconhecimento da lei, com o objetivo de não a cumprir, notadamente quando se trata de agente político, GESTORA DO FUNDO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DO MUNICÍPIO DE ARACATI, pessoa teoricamente esclarecida.
Pela terceira vez, Regina tenta disputar o cargo de prefeita, sendo derrotada, seja nas urnas, seja por complicações judiciais referentes a sua passagem pela Secretaria de Ação Social na gestão José Hamilton. 

É importante ressaltar que dezenas candidatos a prefeito de todo o Estado do Ceará tiveram seus registros de candidatura indeferidos pelo TRE-CE. Há um fato novo e positivo que ambiciona a moralização da política brasileira: a lei Ficha Limpa, de iniciativa popular e que barra candidaturas que respondem a questões judiciais e que foram condenadas.

Reforçando a interpretação da primeira instância, o magistrado Raimundo Nonato Silva Santos, do TRE, também confirmou o parecer de Ana Kayrena, mantendo o indeferimento do registro de candidatura da postulante ao cargo de prefeito, ficando a candidata do governador do Estado, Cid Gomes, fora da disputa eleitoral. No presente momento, apenas dois são os candidatos que almejam a combalida prefeitura de Aracati: Ivan Silvério, do PDT (12) e Evaldo Silva, do PSL (17). Vejamos o parecer do juiz:
A Corte, por unanimidade e em consonância com o parecer ministerial, julga pelo conhecimento e desprovimento do recurso, a fim de manter a sentença de primeiro grau que indeferiu o registro de candidatura de Regina Lúcia Cardoso Barbosa ao cargo de Prefeito, e por conseguinte, indeferir o registro da chapa majoritária no Município de Aracati, nas eleições de 2012, nos termos do voto do Relator. Acórdão publicado em sessão.
Cogita-se nos bastidores da política aracatiense que se terá uma nova chapa. O empresário Ricardo Sales, o vice da impugnada, passaria a ser o titular e Roberta Cardoso, filha da candidata barrada pela justiça eleitoral, sua vice. 

Essa tensa situação levou o secretário de turismo do estado do Ceará, Bismarck Maia, a se afastar da campanha eleitoral em nossa cidade. Vejamos um trecho de nota de sua autoria compartilhada neste blog e que consta em seu perfil no Facebook:
De minha parte, respeitando decisão partidária, apoiei a candidatura da Sra. Regina Cardoso que por decisão da Justiça Eleitoral teve seu registro negado. À ela, dediquei todos os esforços possíveis dentro do quadro de responsabilidades que tenho em minha vida pessoal e profissional.
Diante deste quadro legal , venho informar aos meus amigos e amigas ,à população de minha terra que me colocarei afastado do pleito que se avizinha, não participando de qualquer ato político de apoio a qualquer dos três candidatos.
Aguardemos o desenrolar dos fatos.

Bismarck, em nota no face, comunica desistência de apoio à coligação "o futuro começa agora".

Aos amigos e Amigas de Aracati que por meio deste importante meio de comunicação social, partilhamos de informações , opiniões , manifestações,etc... :

Diante da grave situação por que passa nosso município , manifestei por diversas vezes antes do período eleitoral que tínhamos todos a responsabilidade de construirmos uma união política, boa indicadora à dias melhores para nosso povo . Procurei e conversei com as mais expressivas representações partidárias locais e, reafirmo, tive desses momentos a melhor das impressões de todos quanto conversei, sempre voltados ao mesmo objetivo.

Esta união se impunha e se impõe pois se vislumbra grandes e duradouras dificuldades ao próximo gestor que esteja de fato comprometido em governar com espírito público e determinado a fazer as necessárias e inadiáveis transformações que a gestão municipal e o povo de Aracati precisa , necessita e merece.

Tal união não foi possível , e de forma democrática foram apresentadas três candidaturas ao atual pleito. De minha parte, respeitando decisão partidária, apoiei a candidatura da Sra Regina Cardoso que por decisão da Justiça Eleitoral teve seu registro negado. À ela, dediquei todos os esforços possíveis dentro do quadro de responsabilidades que tenho em minha vida pessoal e profissional.

Diante deste quadro legal , venho informar aos meus amigos e amigas ,à população de minha terra que me colocarei afastado do pleito que se avizinha, não participando de qualquer ato político de apoio a qualquer dos tres candidatos. Torço e rogo ao nosso DEUS que abençõe aquele que melhor expressar os desejos , sentimentos e esperança de um povo carente de boa educação, saúde, amparo social e econômico, em sua caminhada de liderar à todos nós pelos próximos quatro anos.

Firmo comigo mesmo e com todos voces,o compromisso de continuar trabalhando a favor da NOSSA TERRA e da NOSSA GENTE , o que de há muito faço, mesmo sem ter mandato eleitoral.

Onde quer que eu esteja, todo esforço farei em apoio àqueles responsáveis por administrar nosso município e principalmente ao lado da sociedade aracatiense , vigilante e cobradora do que lhe é de direito.

Temos muito a fazer. A caminhada é longa mas será vitoriosa.

Bismarck Maia



Fonte: https://www.facebook.com/bismarck.pinheiromaia/posts/285660948209728

domingo, 2 de setembro de 2012

Pense bem, eleitor.




Voto não é mercadoria. É instrumento de evolução social. Se queremos que nossas cidades ofereçam boas perspectivas aos seus cidadãos, é necessário escolher prefeitos e vereadores que tenham ficha limpa e que estejam sintonizados em apresentar soluções às grandes problemáticas de nosso cotidiano.

Voto não tem preço. Caráter e dignidade, também não. Seja honesto como eleitor, para ter credibilidade para cobrar a quem elegeu. E se estes não usarem de seus mandatos em benefício da população, não os reelejam na próxima!

O que está acontecendo com nossa cidade?

A cidade de Aracati testemunhou, na última semana, inúmeros casos de assassinatos de pessoas ligadas ao tráfico ou consumo de drogas. E nessa guerra por espaço para o comércio de entorpecentes, uma criança, de nove anos, foi baleada. 

A que ponto chegamos?

Comenta-se de que há até lista de pessoas juradas a morrer. Independentemente se estas pessoas são ou não inocentes, o que não se pode tolerar é que as nossas ruas sirvam de palco para duelos de gangues.

Estamos assombrosamente vivenciando um clima de guerra sem precedentes. O medo maior é tornar tais acontecimentos em coisas eventuais. E vermos pessoas de nosso convívio tendo o seu sangue derramado por "balas perdidas". 

O fato é que o crime prepondera quando o Estado não se faz presente.
Onde estão as nossas autoridades?

Vamos à raiz do problema. É social.

Não estamos em bons momentos. 
Isso é um reflexo da crise econômica que atinge o Aracati, devido a inércia histórica de nossos governantes, ao qual o atual personifica como grande estandarte de nossa decadência. Trabalho tira as mentes da ociosidade. Urge também a aplicação de políticas públicas de tratamento a usuários de drogas. Quanto a isso, pouco (ou quase nada) avançamos.

Quem será a próxima vítima ou não tão vítima assim?

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Brasil é a terra da demagogia.

Quando a mente não pensa, o corpo padece, nos dizeres do ditado popular. Nossa vida é a consequência irremediável de nossas escolhas pessoais e atitudes, impensadas ou não. 

Aproxima-se o sufrágio eleitoral e  temos observado candidaturas de todos os tipos de perfis. Dos mais modestos aos mais descarados. Dos que não tem meia pataca aos de maior cacife financeiro. Mas o que importa mesmo é o comprometimento dos eleitos com aqueles que o colocaram em meritórias posições dentro de cargos eletivos no Legislativo e Executivo, não é mesmo? 

Comprometimento não é uma obrigação apenas de quem nos representa, mas também de todo o conjunto social, que deve fiscalizar as atitudes de quem lhe governa. Será que os brasileiros são cidadãos de fato e de direito? Ou não passa a democracia no Brasil de um discurso demagógico conveniente utilizado para atrair votos da classe média e alta? 

No Brasil, os citizens se interessam mais em discutir detalhes do capítulo de hoje da novela das oito do que despertar-se da letargia que lhes consomem.

Diz o senso comum: "os políticos são ladrões". Em minha visão, estes são um reflexo do tipo de valores que norteiam uma sociedade. Aqui é forte a cultura de passar a perna nos outros até em fila de banco. E não estou generalizando! Tal alienação tem trazido efeitos nefastos de conveniência a quem é mal intencionado e que não são poucos. Eleição a cada eleição temos visto candidaturas nada propositivas sendo escolhidas pelo sufrágio, mediante o uso da força de poder econômico para comprar consciências. Estando a frente de cargos públicos, barganham para si benefícios, contribuindo para o caos de uma nação. E para tentar sanar o caos, oferecem paliativos para aliviar as pressões sociais e reclamações das mais variadas naturezas. Queixa-se em esquinas quando a água das chuvas entram em suas casas ou que a má conservação da malha viária urbana levou ao 'furamento' de pneu de bicicletas, mas quando chega outubro... todos os problemas se encerram milagrosamente ao ver diante de seus olhos uma oncinha e principalmente uma garoupa!

Somente educação crítica nos salvará das trevas reinantes em nossas próprias consciências.

domingo, 5 de agosto de 2012

O Brasil não é uma democracia.

A ignorância do povo brasileiro (sem generalizar) justifica o fato de a TV Cultura e a Tv escola serem traço no Ibope. Mas não nos enganemos, pois o pedantismo está fortemente presente nas classes dominantes e ditas letradas. Aqui, o capitalismo é  selvagem. Há de se concordar que há muitos lobos, mas poucos no país encarnariam bem o papel de ovelhas. Prova disso é a época das eleições: a sociedade se vitimiza durante 4 anos em programas de Tv e, durante o período de campanha, vende sua cidadania por tijolos ou cinquenta reais.

A democracia no Brasil é um discurso demagógico. Apenas isso. Ou uma utopia, como queiram. Somos uma oligarquia republicana. Um paradoxo, já que na raiz, a república é uma forma de governo que contempla a todos e não a um grupo mais forte dentro do conjunto social. O judiciário faz valer a opinião dos portadores de papel moeda. E isso fica bem claro na cruzada de Eliana Calmon, corregedora do CNJ, por moralização deste poder institucional. Há mais interesse por se saber do que se passa na trama da novela das 8 (que começa às 9) do que buscar averiguar o que seu prefeito faz com seu dinheiro. O governo é um reflexo do povo e vice-versa.

No dia que o cidadão brasileiro não se conformar com migalhas, este país muda. Por enquanto, somos um barco que navega sem rumo.

Ainda sobre as vaias.

Repercute na imprensa as vaias recebidas pelo prefeito de Aracati, Expedito Ferreira, na inauguração de duas importantes obras do governo estadual (aeroporto Dragão do Mar e Policlínica José Hamilton Saraiva Barbosa). O blogueiro Eliomar de Lima, do jornal O Povo, caracteriza em seu espaço virtual (clique aqui para ler) o contexto político de nossa cidade com estas palavras: Assim como a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), o prefeito de Aracati também está em seu oitavo ano de governo e com um alto índice de rejeição. 

O mais interessante é que mesmo diante de tamanha reprovação, parece-me que o chefe do poder executivo municipal faz desdém aos anseios da sociedade aracatiense que quer uma cidade mais próspera e limpa: mesmo vaiado durante todo o discurso na entrega do aeroporto regional, Expedito Ferreira não se intimidou e voltou a discursar de cabeça erguida na inauguração da Policlínica. Claro, sob novas vaias

O fato é o seguinte: Ele foi o produto da insanidade coletiva. Por isso não o vaiei. Primeiro, por educação. Segundo, porque muitos que o vaiaram, o colocaram no poder em 2008 e hoje estão arrependidos, mesmo diante da certeza do desastre que seria seu segundo mandato. O que desejo ao futuro ex¹¹-prefeito é que volte para suas empresas, gere muitos empregos e que contribua, como iniciativa privada, para reduzir os altíssimos índices de desemprego que tanto favorecem a proliferação da vadiagem nesta terra.

E as vaias não deveriam ter sido somente para ele. Um pouco delas também deveria ser destinada a alguns de seus assessores "não republicanos".  Urge o dever de restituir os princípios do LIMPE na próxima administração, caso contrário, o futuro gestor ou gestora do município carregará em seus ombros uma biografia difícil de ser suportada.

sábado, 4 de agosto de 2012

Dia histórico para o Aracati.


Foi inaugurado hoje pela manhã o Aeroporto Dragão do Mar, no município de Aracati, contando com a presença de diversas autoridades locais e estaduais, como o Governador Cid Gomes, o Secretário de Turismo do Estado do Ceará - Bismarck Maia, o Secretário Especial para a Copa - Ferrúcio Feitosa, o Ministro do Turismo - Gastão Vieira, os deputados Lula Morais (Pc do B), Dedé Teixeira e Zé Airton Cirilo (ambos do PT) e também o prefeito de Aracati, Expedito Ferreira (PP), que inclusive foi copiosamente vaiado pelos presentes em decorrência de sua péssima administração. 

O evento foi bastante concorrido. Milhares de pessoas de nossa sociedade e de outras, como Beberibe, puderam observar dezenas de aviões "estacionados" na pista de decolagem. Cid prometeu ainda duplicar o trecho Aracati-Fortim e posteriormente, Fortim-Beberibe.

Ao final, um  avião fez acrobacias em nosso céu azul. Um espetáculo de tirar o fôlego.

Além do aeroporto, o chefe do poder executivo estadual inaugurou a policlínica José Hamilton Saraiva Barbosa, em homenagem ao saudoso médico e ex-prefeito de nosso município. 

OPINIÃO





As obras inauguradas hoje pelo governo do Estado são de grande relevância para o desenvolvimento econômico e social desta terra que há décadas, encontra-se estacionada no tempo.

No caso do aeroporto, teremos o incremento do fluxo de turismo no Litoral Leste, que tem como eixo central a internacional praia de Canoa Quebrada, o que favorecerá a atração de investimentos, principalmente o de hotelaria e gastronomia.

Este momento é também um importante passo para o fortalecimento da aviação regional. E o Dragão do Mar servirá de suporte ao aeroporto de Fortaleza, distante 155km de Aracati, com o advento da Copa de 2014 ao qual no Castelão serão disputados alguns jogos do mundial. Muitos turistas domésticos e estrangeiros passarão por ele. Parabéns a quem for o pai da coalhada. Que isto inspire os políticos de nossa cidade a superarem seu histórico pedantismo e que busquem criar condições para que voltemos a ser um dos lugares mais prósperos a se investir e residir.



terça-feira, 31 de julho de 2012

Três candidaturas e um só desafio.

Três candidaturas vem disputando o voto do eleitorado aracatiense para as eleições de outubro. Evaldo Silva, do PSL (Aracati Forte e Honesto), Regina Cardoso, do PSB, (A Certeza de Um Novo Tempo) e Ivan Silvério, do PDT, (Vamos pra Frente). Uma coisa é certa: quem quer que se eleja, terá incontáveis nós a desatar. 

O primeiro esforço será restituir a disciplina, fazendo valer às determinações da Lei Orgânica:

Art. 107 – As Estradas Municipais são conservadas pela Prefeitura Municipal, competindo-lhe o alinhamento e a largura, sempre que torne necessário ou conveniente a intensidade do transito público.
§ 1° - A ninguém é dado o direito de modificar, estreitar, invadir as vias, estradas ou caminhos públicos sem prévio ensinamento da Prefeitura, que só o faz mediante requerimento por escrito justificando a razão do pedido, ficando obrigatoriamente acautelado o interesse público.
§ 2° - Todo aquele que infringir o disposto no parágrafo precedente incorre nas penas da Lei, conforme lei ordinária ainda obrigado a restabelecer a via, estrada ou caminho público na sua forma privativa.

Impressiona-me a notável quantidade de lixo que se acumula em canteiros da cidade. E mais vergonhosa ainda é a completa incompetência da secretaria de obras em não autuar por exemplo, quem deposita entulho em vias públicas ou quem simplesmente o depreda. E todos nós sabemos quem são. Mas é melhor se fazer de desentendido, não é mesmo?

O próximo passo é definir prioridades. Se queremos que nossa cidade saia do atoleiro em que há tempos se encontra, deve-se fazer uma administração com austeridade e planejamento estratégico, além de restituir mecanismos de eficiência que se sucumbiram ante ao patrimonialismo com que o atual desgoverno tratou a máquina governamental.

Cada pasta (ou secretaria) tem que ser preenchida com nomes de comprovada competência técnica e vontade de erguer as mangas. Instituir mecanismos de gestão existentes na iniciativa privada: metas, prazos e resultados.

A função do poder público é gerir e aplicar corretamente os tributos que a sociedade brasileira paga em impostos. Deve voltar ao povo através da otimização de serviços públicos e obras infra-estruturantes, que trazem como consequência a melhoria dos indicadores de qualidade de vida.

Esse é o foco.

O poder transformador de um voto. Escolha bem seu vereador.

A república é dividida em três poderes (executivo, legislativo e judiciário) e em três instâncias (municipal, estadual e federal). Em âmbito municipal, está a Câmara de Vereadores de cada uma das mais de cinco mil unidades federativas espalhadas por todo o território nacional. E quem faz parte do poder legislativo? Aqueles eleitos por meio de um processo de escolha ao qual chamamos de eleições, que em nosso país, ocorre a cada quatro anos. Este vereador representa a sociedade como um todo e deve criar leis que disciplinem as relações institucionais e que beneficiem a todos os munícipes. 

Devem também fiscalizar o cumprimento do orçamento público, se há lisura ou falhas em processos licitatórios, se estão ou não os serviços de saúde e de educação funcionando de forma adequada. E, em caso extremo, pode afastar o chefe do poder executivo, caso este não cumpra com seus deveres constitucionais e morais, transgredindo a legislação vigente.

Independente se o vereador é ou não de oposição, ele deve fidelidade a nós e não a sigla partidária pela qual assumiram seus mandatos. Não pode se omitir ou ser conivente frente ao erro. Cabe à sociedade escolher quem lhe representará por uma legislatura aqueles com comprovada atuação social e acima de tudo: biografia de honradez frente à justiça e entre os citadinos.

Particularmente, defendo que os mandatos a vereadores em todo o Brasil fossem de no máximo duas legislaturas. Há em várias cidades quem estejam há várias décadas esquentando cadeiras sem apresentar leis ou normas que possam mudar a vida das pessoas. E também creio que o voto distrital seria interessante, já que espera-se que haja mais proximidade do eleito com seu eleitorado. E também defendo o fim do voto obrigatório. Mas antes disso, que haja a consciência de que quem vende voto pode ser um assassino. Isso mesmo. Se você vota por pirraça ou por dinheiro, você dará poder a quem não presta. E essa pessoa usará o poder para advogar em seus interesses. Poderá ele desviar dinheiro destinado à saúde. E aquele dinheiro desviado, se corretamente aplicado, poderia salvar tantas vidas... Mas um dia a gente aprende.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Saberes.

O conhecimento é cumulativo e, até o momento, não se reconhecem limites para ele. Folheando as páginas de livros de história, como professor que sou, noto que há circunstâncias no processo histórico da espécie humana em que as descobertas se acumulam em grande soma, como o curto período de 15 ou 20 anos da história mundial recente, assim como há tempos onde claramente se nota uma "pausa" no ritmo de inovações. É como se o tempo passasse devagar para um observador posicionado em um tempo futuro e que adota uma postura analítico-comparativa em relação a um determinado recorte temporal. Percebo que em cada presente, existe um "espírito do tempo" que marca o que as pessoas pensam, falam, produzem ou se organizam socialmente. E esses fatores interferem na produção de tecnologia, nas ambições e vaidades pessoais.

A humanidade tem a capacidade de captar e interpretar as informações que o ambiente lhe proporciona por meio de nossos receptores sensoriais. E oferece ao mundo que o cerca uma resposta. Somando-se a um contexto sócio-histórico que estimule a engenhosidade e o espírito de descobertas, temos como consequência o aprimoramento tecnológico. Quando não há sistemas de compensações e estímulos, o desenvolvimento de tecnologias estagnam. 

Vejamos o caso da história européia: 

O colapso da cultura clássica levou à fragmentação de poder político e por conseguinte ocasionou a ruralização da sociedade daquele continente, em meados do século V. Antes da ruína do maior império da antiguidade, o Romano, governantes da 'cidade eterna' ou de suas províncias  canalizaram grande  soma de recursos outrora destinados a construírem grandes monumentos nos tempos áureos para manter militarmente a defesa de suas fronteiras. Esforços em vão. Diversos povos cruzaram o Danúbio e causaram pânico à população romanizada. As atividades comerciais e urbanas declinaram, com a diáspora urbana do senhorio aristocrático rumo às suas propriedades no campo. Uma das categorias profissionais mais afetadas com as invasões germânicas foi a dos engenheiros, creio eu. O desenvolvimento técnico parou pela falta de 'financiadores'.

Com a constituição da sociedade medieval plenamente cristianizada, mesclando elementos culturais romanos e bárbaros, a vida social passou a se resumir em comunidades autossuficientes conhecidas como feudos. As construções senhoriais mais avançadas passaram a ser os castelos fortificados, cuja elegância e conforto eram dispensados. 

Julgamos a Idade Média como Idade das Trevas, por conta do predomínio do dogmatismo religioso e retrocesso da urbanidade. Por incrível que pareça, a Igreja muito contribuiu para a preservação e reavivamento de padrões da técnica clássica, ao edificar por todo aquele continente, catedrais em estilo gótico, que exigiam bastante perícia. A Notre-Dame, data da Baixa Idade Média, por volta do século XII. Monges guardaram  e copiaram em seus monastérios uma grande quantidade de textos de pensadores greco-romanos. 

As cruzadas, convocadas inicialmente pelo Papa romperam os limitados horizontes feudais. Cruzados retornaram da Palestina com grande quantidade de riquezas e mercadorias, que foram vendidas com boa margem de lucro. Surgem as feiras, as casas de câmbio, bancos, corporações de ofícios e, por fim, a necessidade de uma justificação ideológica para a prática do lucro e de uma postura de individualidade em relação ao pensar e agir. A unificação de feudos em monarquias nacionais com a ajuda do novo substrato social, a burguesia, até então alijada de direitos políticos foi um reflexo óbvio da crise feudal.

A acumulação monetária desta classe social, no Renascimento (séc XV-XVII) fez com que a engenharia voltasse ao pleno vigor comparativo ao da antiguidade clássica greco-romana, pois retornaram os investimentos públicos e privados para a confecção de prédios com o máximo de precisão e sofisticação, como por exemplo a Basílica de São Pedro e sua enorme abóbada projetada por Michelângelo, o mesmo que fora contratado pelo Papa Sisto IV para ilustrar o teto de sua Capela, a Sistina, com afrescos de passagens bíblicas que contam a história do surgimento do universo e da salvação do homem. Banqueiros, da mesma forma, erigiram grandiosos palacetes e contratavam serviços de pintores renomados para imortalizarem suas imagens. Pagavam altas somas por isso. E assim, desenvolveram-se as artes. Com o passar dos tempos, os estilos e as motivações dos traços e pinceladas foram se modificando, acompanhando as transformações temporais.

E foi um padre da Igreja, Nicolau Copérnico, quem descobriu a maior verdade de todas: que a terra gira ao redor do sol, o que abriu margem para o questionamento da posição dogmática da própria instituição religiosa, que manipulava o que era ou não correto.

Nunca se quebraram tantos paradigmas! Há relação entre progresso material e acumulação de saberes? De que forma os fatos históricos de grande repercussão aceleram ou atrasam a história, como a II Guerra Mundial ou os atentados de 11 de setembro de 2001? Eis um intrigante questionamento que certamente tem tirado o sono de muitos filósofos. 

Somos motivados pela busca da verdade, embora sabendo todos que a verdade última do tudo nos é desconhecida. Quanto mais avançamos nesta apropriação de conceitos, mais perguntas passamos a formular ao que nos intriga. Há lacunas dentro dos princípios gerais das ciências que persistirão por muito tempo. Algumas respostas só obteremos após mais avanços tecnológicos. Hoje, foi descoberto o bóson de Highs, pondo abaixo algumas premissas de Einstein. E assim, poderá se fazer uma nova leitura do universo, bem como abrir novos campos de estudo e pesquisa, que fatalmente levarão os seres humanos a sofisticarem as tecnologias já existentes.

Jamais teríamos conhecimento do código genético ou mesmo produtos genéticos se Antonie Van Leeuwenhoek tivesse inventado o microscópio e realizado a descoberta da vida em sua forma mais elementar: a célula. 

Enfim, o que quis dizer com tudo isso? Que cada inovação serve de base para novas descobertas. A da energia permitiu o desenvolvimento do rádio, da gravação em rolos de filmes, depois surgiu a tv e hoje se discute a convergência de tecnologias. O que nos aguarda para adiante? quem viver, verá!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Peca-se por atos e/ou omissões.

Dentro de poucos dias, dará-se início às campanhas eleitorais, onde milhares de pleiteantes  à cargos públicos disputarão por uma vaga no legislativo e executivo de mais de cinco mil municípios brasileiros. E no caso de nossa centenária Aracati, este é um dos poucos momentos de nossa história onde há um clamor generalizado por modernização, atrelado à desenvolvimento social. Quem quer que seja agraciado pelo sufrágio popular, terá de arregaçar as mangas para corrigir dos os erros do passado e do presente.

Mais do que nunca, é hora de compromisso, do cidadão, que somos eu e você e dos que serão escolhidos pelo povo em 7 de outubro de 2012.

Urge a necessidade de completo rompimento com as viciadas práticas de compra e venda de voto e também com a falta de coerência nos discursos.

A função de um legislador ou de um chefe de poder executivo é SERVIR a sociedade e não o de SE servir dela. Pagamos impostos e estes devem se converter em benefícios sociais, já que foram colhidos dos esforços da coletividade, que acorda todos os dias para trabalhar e que vê parte de suas finanças mensais tomada pela famigerada política tributária do Estado. 

Não há quem se alegre em transitar por vias urbanas esburacadas e desgastadas. Crianças ao relento, por vezes pedindo esmola, sem efetiva assistência social. Não queremos viver em clima de insegurança. E muito menos ver tristeza nos olhares da juventude, por não obterem uma oportunidade de trabalho. 

Quem está no poder tem o consentimento social para advogar em nome da população, porém não é o que acontece em nosso contrato social. Para piorar, o STF liberou candidaturas "fichas sujas" em uma completa desmoralização institucional. No Brasil, república nunca foi 'coisa do povo'. Talvez nunca tenha sido em qualquer parte do globo, mas aqui a bandalheira e a hipocrisia imperam.

Quem nos salvará de nós mesmos? Não esperemos por salvadores da pátria. Sejamos cada um de nós nossos próprios super-heróis. Façamos uma faxina democrática neste país. Não elejam/reelejam quem comprovadamente não se importa com nossos clamores. Não nos rendamos às pressões econômicas. Estaremos assim agindo antpatrioticamente. 

Nomeiem já o diretor da policlínica!

sábado, 30 de junho de 2012

Ponte de Aracati.


Este blog reforça o pedido da sociedade aracatiense para que as obras na antiga e na nova ponte Juscelino Kubitschek sejam conclusas o mais breve possível. Além de não haver nenhuma iluminação, nota-se já pequenos desníveis nos blocos de encaixe da obra. Nossa cidade, que é pólo turístico, não merece isso.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Aracati e sua infra-estrutura.

Esta terra carece de infra-estrutura, disto sabemos. O calçamento é de pedra tosca. Pré-histórico, não é? Se há códigos para disciplinarem edificações ou mesmo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, parece que não são seguidos. A cidade, em si, é mal organizada já de longas datas, porém cabe ao poder público estabelecer um ordenamento novas ruas, praças e áreas para construção residencial que surgem nas regiões periféricas. Tem de haver planejamento, esquadrinhamento e paisagismo. Como bem diz o "baião de Aracati", a cidade cresce mais torta que nem uma linha. O Pedregal, do outro lado da ponte sobre o Rio Jaguaribe é um caso sério. Muitos altos e baixos, sem pavimentação em diversas ruas...

Também deve-se criar sistemas de drenagem de águas pluviais, através de estudos de engenharia. Sabemos bem o quão fica caótico ao chover por aqui. Algumas vias ficam intransitáveis.

Outra questão a se considerar diz respeito ao comércio em calçadas e esquinas do centro. O pedestre se priva muitas vezes de espaço para transitar. Urge a necessidade de se criar um lugar para concentrar este comércio popular. Acessibilidade então... fico imaginando a dificuldade dos cadeirantes ao transitarem pela Rua do Comércio ou Cel. Pompeu. Padronizar calçadas seria de grande valia.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Currais eleitorais do século XXI;


Em uma sociedade democrática, cabe ao indivíduo um duplo papel: o de fiscalizar os atos de seus representantes institucionais e o de propor ações que possam promover o avanço sócio-econômico de uma sociedade. Cidadania não pressupõe conferir a cada membro da coletividade o direito de por um voto na urna eletrônica. Relaciona-se ao acompanhar a vida pública daqueles a quem escolhemos para administrarem nossas vidas. E se este escolhido não atende aos nossos anseios de melhorias das condições de vida, cabe aos mesmos eleitores que os elegeram, os retirarem democraticamente do poder pelo simples ato de não os reelegê-los nos próximos sufrágios. Mas infelizmente brasileiro é um povo de memória curta...e muito venal. Interessante que o cidadão corrupto é o primeiro que reclama do mal que ele próprio cria.  Mas quando chega o período eleitoral...fulano é bom, um pai, não tem melhor, é incomparável.............e depois é peia.  

No Brasil, voto virou mercadoria. Dez, vinte, cinquenta reais ou sacos de cimento. E essa descrença no Poder Representativo do Estado Brasileiro (legislativo) dita de longas datas. A verdade é que continuamos sendo a mesma república oligárquica dos tempos da Primeira República, porém sob uma roupagem mais demagoga. Democracia virou clichê barato e não um significado prático em nossas vidas. 
 
E os "currais modernos"?
É comum vermos políticos endinheirados e sem nenhum escrúpulo transformando as mentes de lideranças comunitárias em mercadoria a fim de usá-los como instrumento de alienação de consciência de pessoas humildes que moram em determinados lugarejos esquecidos nos rincões do país. Há quem se aproveite de desgraças e mazelas sociais das mais variadas para se obter votos. Isso é terrível.

E eleitos, usam a máquina pública em proveito próprio. Por serem incompetentes, não são capazes de esboçar ou colocar em prática planos de desenvolvimento econômico que reduza a dependência das pessoas por empregos públicos. Isso é um ingrediente poderoso para relações patrimonialistas e paternalistas do Estado. É preciso frear os interesses privados de agentes públicos na esfera do Estado. Precisamos de um judiciário forte e de uma opinião pública que diga Não a essa cultura perniciosa e parasita que transformou a política nacional em um esgoto.

domingo, 24 de junho de 2012

Por que nenhum vereador quer o apoio do prefeito de Aracati?

Acho que eu e a torcida inteira do Corinthians sabemos da resposta: Altos índices de rejeição. E não é para menos! Em geral, gestores de segundo mandato indicam seus sucessores. No caso de nosso incompetente alcáide¹¹, ele enfrenta uma enorme falta de opções, pois em qualquer palanque que ele subir, 'desaba' [nas urnas]. Até o dia 30, prazo máximo para convenções partidárias, saberemos claramente quem está apoiando quem na política de Aracati. Nos bastidores, circula-se a hipótese de que alguns dos atuais vereadores poderão ficar sem palanque na campanha de 2012. E coligações inesperadas e até então impossíveis podem acontecer. Disso, reservo-me ao silêncio para ver se realmente assim se procederá. Aguardemos a próxima cena.

Simpósio:“Repensando a Gestão Pública do Aracati com Ênfase na Eficiência”

O Partido Democrático Trabalhista - PDT - realizou na manhã do último sábado (23) um simpósio, em parceria com a Faculdade do Vale do Jaguaribe para discutir políticas públicas a serem aplicadas   em nossa cidade. Líderes comunitários, políticos de renome, empresários e intelectuais prestigiaram o evento que contou com palestra do sr. Luiz Carlos Barreto, ouvidor da Câmara Municipal de Aracati, sobre administração pública e de Herbert Viana, consultor de gestão pública. Participaram ainda evento, os srs. Ivan Silvério e Valdy Menezes. O simpósio foi mediado pelo Dr. Eduardo Neto, diretor da FVJ.

Mais informações, (Aqui)

 

sábado, 23 de junho de 2012

Crise de legitimidade.

Como noticiamos ontem, Fernando Lugo, foi afastado da presidência da república do Paraguai pelo Senado daquele país por meio de um julgamento sumário cujas razões são totalmente subjetivas. Alguns países da América do Sul, como Venezuela (previsível) e Argentina não reconheceram seu vice, Federico Franco como novo presidente. Abaixo, podemos ter a noção de alguns por quês para este ato arbitrário:


info paraguai cronologia 23 (Foto: 1)  

Fonte: g1

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Fui num baile em Assunción...capital do Paraguai...

O presidente Fernando Lugo foi destituído hoje à tarde da presidência do Paraguai por votação esmagadora no Congresso Nacional. E a reação internacional já começou. Há até uma suposta ameaça de expulsão do país do bloco econômico Mercosul por violação da cláusula democrática. Ainda não estão claras as causas que levaram o parlamento daquele país a fazer tal ato. A nação tem um histórico considerável de golpes de Estado e de ditaduras sanguinárias implantadas pelas Forças Armadas, dentre as quais de Alfredo Stroessner, de tristíssima memória, onde milhares de pessoas morreram, 'desapareceram' ou foram presas. A informalidade de sua economia é alta, somando-se aos índices elevados de pobreza extrema. Infelizmente estas parecem ser as chagas mais profundas dos países da América Latina, com algumas poucas exceções. 

Fazendo uma análise mais complexa e geral do fato em questão, partamos para uma observação histórica: notamos que após o processo de rompimento da teia de colonização exploratória das potências européias no continente americano, os países da América não superaram ainda o peso de seu passado 'de sangue'. Não há estabilidade política e o reflexo disso é o afastamento de qualquer possibilidade de investimentos externos em setores produtivos de suas economias, o que contribuiria bastante para reduzir os altíssimos índices de desemprego, elevariam as receitas tributárias e, se bem aplicadas, poderiam melhorar suas infra-estruturas físicas, aumentando assim a competitividade a nível de mercado global. A postura nacionalista exacerbada de alguns chefes de estado da região também contribui para este cenário. Outro exemplo a se lamentar é a Bolívia, que expropria empresas multinacionais sem antes pensar em uma política industrial que reduza a dependência de capital externo. Argentina, de Cristina Kirchnner, expropriou a Repsol sem indenizar a empresa petrolífera da Espanha. 

O socialismo bolivariano de Chávez vocifera contra o imperialismo yankee distorcendo o pensamento de vultos do passado, como Bolívar (que não tinha um projeto nem um pouco socialista) e cultuando ícones envelhecidos de doutrinas socioeconômicas falidas, como a da revolucionária Cuba, governada pelos irmãos Castro.

Um exemplo de superação destes 'estigmas do tempo' é o Chile, que é considerado um dos países mais atrativos para investimentos estrangeiros e que tem uma das maiores rendas per capita, graças à fortaleza de suas instituições democráticas aliadas a boas reformas econômicas que dão substrato para margens de crescimento consideráveis em seu Produto Interno Bruto. Também é um dos que mais investem em educação.

Ecossustentabilidade.


Outro dia estive fazendo uma conta bem simples do tamanho do impacto ambiental que a falta de educação, somado ao predadorismo da atividade econômica, causam ao meio ambiente.

O planeta tem atualmente uma população de 7 bilhões de pessoas. Se cada uma jogasse por dia ao menos uma bolinha de papel no chão das ruas das cidades mundo afora, teríamos então 7 bilhões de bolinhas de papel descartadas. Se multiplicarmos por 365 dias de um ano, teríamos um total de 2 trilhões e 555 bilhões de bolinhas de papel jogadas por aí. Claro que neste exemplo cabe dizer que alguns indivíduos jogariam mais quantidades bolinhas de papel no chão que outros, e alguns não jogariam nada, mas a conta final estaria mantida em 7 bilhões de bolinhas por dia. Pensemos: quantas árvores foram cortadas em florestas de nosso planeta para se extrair a celulose necessário para se produzir um caderno em apenas um dia? Infelizmente, todo este papel estará tampando bueiros de grandes metrópoles quando chove. E sabemos bem que estes números são bem maiores.

Nota de Bismarck Maia em resposta à Kátia Freire.


Foto do perfil

Prezados companheiros do FORUM, à todos de Aracati e em especial Katia e Alvaro : 
Recebi com bastante surpresa e com tristeza as palavras sobre minha pessoa, colocadas no mail abaixo, pela Katia.

Antes de mais nada, registro que dela e com ela sempre tivemos o melhor relacionamento, a partir de conhecimento pessoal, sendo-lhe sempre grato pela maneira gentil e cordial que o casal me tratou, e eu a eles. Por meses, passados, acreditamos e planejamos juntos um futuro melhor para nossa terra. Grato também sou pela confiança que tinham neste projeto que poderia me ter como candidato à Prefeito de nossa cidade, o que seria uma honra para mim e creio, para todos que ocupem nobre responsabilidade.

Declarei em várias ocasiões que lutaria como de fato trabalhei ostensivamente para que tivéssemos união entre as lideranças locais, e assim todos juntos, implantarmos as grandes reformas. Sempre disse e reitero: se ganhar uma eleição é muito difícil , mais ainda será administrar o Aracati na situação que agora se encontra.

Nessa caminhada conversei em diversas ocasiões, idas e vindas, com vários de nossos líderes e /ou com nossos representantes formais. Assim foi, por exemplo, com o Sr Ivan Silvério , Deps Zé Ayrton e Dedé Teixeira, Dr. Valdir e esposa , Sra. Regina Cardoso, Vereadores outros, etc... Todos, na boa verdade, podem comprovar minhas intenções, o meu trato, e a palavra dita, acertada, justa e transparente, mesmo aqueles que foram tradicionais adversários, mas que se revelaram bons interlocutores principalmente pelo espírito público que demonstraram ter. Só tive boas impressões. 

Nessas tratativas, e principalmente após confirmação de minha permanência à frente da Setur, todos podem confirmar se por acaso faltei com o bom trato, a ética, a verdade ou algo que possa dar fundamento as palavras abaixo. Peço e rogo também aos interlocutores que informem se me coloquei em defesa de algo que pudesse me beneficiar diretamente, ou se de fato o que sempre defendi foi a união a favor do Aracati e de uma administração técnica, honesta e competente.

Não atribuo nem responsabilizo a quem quer que seja, o fato de termos agora as candidaturas ora apresentadas, embora saiba como se procederam e como de fato aconteceram. Fiz o que esteve ao meu alcance. É a democracia, são as circunstâncias fruto dela mesmo.

Aliás, a união que tanto defendi, seria para não dividir mais ainda a nossa terra, a nossa gente. Todos sabemos como o Aracati se encontra, todos podem contribuir para sua melhora, mas poucos podem se incluir no grupo que não participou ou se beneficiou de forma direta ou indireta da administração atual ou de administrações passadas. O processo livre e transparente da eleição democrática vai deixar claro o quadro de apoiadores e candidatos de todos os lados, e suas histórias. Para mim, por mim e comigo, no entanto, nenhum desses que tiveram esses benefícios espúrios tem história para contar . 

Por fim, espero que minha história de vida, minha conduta pessoal, sejam exemplos maiores em contraponto à adjetivos que julgo não merecer, e que de tão fortes, não coadunam, não "batem" com a excelente, boa e verdadeira relação que mantive com o casal Katia e Alvaro e seu filho, nesses últimos meses. Resta-me, a mesma admiração .

Abraço à todos , Bismarck

Enviado ao Fórum Aracati, Novos Caminhos.

Sobre 'marijuana' e afins.


Há argumentos pró e contra a maconha. Em todo o país, manifestantes tem ido às ruas para exigirem a liberação do consumo desta erva, baseados em fundamentações científicas das mais variadas. Creio não demorar muito para que a ciência também encontre alguma justificativa 'racional' que comprove que o uso de crack faz bem à saúde. Veremos em breve campanhas do tipo "Liberem o pó" em plena Avenida Paulista ou quem sabe, pelos calçadões de Copacabana. Maradona seria o ícone do movimento. 

Os argumentos favoráveis à liberação do uso de entorpecentes ditam ao possível estrangulamento do tráfico. Caberia então ao Estado regular a produção e distribuição destas drogas hoje ilegais para que farmácias pudessem vender aos usuários. Do jeito que o governo tem fome de arrecadação tributária, não demoraria muito para que o velho traficante voltasse a produzir sua velha cocainazinha a preços mais convidativos que os vendidos nestes estabelecimentos. Sendo como somos, é melhor não arriscar. 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

A realidade das drogas em nosso município.

Hoje, no programa Bom Dia Cidade, do apresentador Sandro Guimarães, Rônet Alves de Matos, grande literato de nossa terra, nos contou um pouco sobre a sua trajetória como escritor. Também tratou de um delicado assunto de sua vida pessoal que foi a relação que teve com o mundo das drogas e como superou e amadureceu com esta experiência autodestrutiva.

Um ponto interessante que foi comentado na entrevista é a influência da teia de relacionamentos como importante fator motivador da iniciação do consumo de crack e outros entorpecentes entre jovens. Além do mais, tocou em um outro ponto importante que é a ausência de fiscalização efetiva de instituições como o Conselho Tutelar em festas que ocorrem aqui de vez em quando para coibir a venda de bebidas alcoólicas para eles pelos donos de casas de shows e bares, que todos nós sabemos que ocorre.

Também me chamou a atenção um outro momento em que o mesmo se dirigiu àqueles que estão nesta situação: o primeiro passo para sepultar o problema das drogas é reconhecer que se tem o problema, para então buscar ajuda. Sabemos que esta triste realidade vem se proliferando por todo o país, seja em pequenos ou grandes núcleos urbanos. Até nas regiões rurais esta praga vem gerando instabilidades. Que oportunidade é dada a quem quer sair do vício? É fato que na esmagadora maioria das vezes os usuários de substâncias ilegais não encontram uma assistência efetiva dos órgãos públicos. E para variar, devemos refletir sobre qual o papel que os pais vem desempenhando no processo educativo de seus filhos. 

Infelizmente, as famílias estão desagregadas. Vivemos em uma verdadeira crise de valores, de papéis sociais e de autoridade e também de respeito à integridade do próprio corpo. Este é o cenário melancólico que se apresenta diante de nossos olhos.

Só legislação punitiva não basta. Nossas fronteiras com países da América do Sul estão escancaradas. O narcotráfico internacional muito tem se beneficiado disso.

Espero que esta campanha seja de debate qualificado.

Observador Jaguaribano

É secular, nas disputas por cargos eletivos em Aracati, se recorrer à táticas de baixarias e argumentação ad-hominem para desqualificar o opositor, quando o debate deveria ser propositivo de alternativas de desenvolvimento sócio-econômico para esta terra. Parece-me que virou regra a  ácida troca de farpas e panfletagens anônimas de tom bastante amoral. 

Por isto, este blog lança um clamor a todos os que querem o bem de nossa centenária cidade e que lançarão candidaturas para que se comportem como seres humanos e acima de tudo como amantes da democracia na eleição de 2012. 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Hard Days Nights


O clima está muito tenso dentro do PSB de Aracati. Hoje à tarde, a presidente da sigla local, Katia Freire, publicou um comunicado nas redes sociais (veja aqui) em que renunciava a liderança do partido em decorrência de atropelamento de entendimentos - grifo meu. Na nota, o Secretário de Turismo do Estado do Ceará, Bismarck Maia, foi acusado de arrogante e prepotente, dentre outras adjetivações. O que motivou tudo isso foi a sinalização do governo estadual em apoiar Regina Cardoso nas próximas eleições que, no entender de Katia, possui altos índices de rejeição.

Aliás, candidatura do PSB, segundo se comenta nos bastidores, terá como vice o vereador do PTB Ricardo Sales. Esperemos pela convenção do partido, dia 28 do presente mês.

Já o PT de Valdy Menezes e o PDT de Ivan Silvério apararam as arestas e vão compor aliança. O primeiro como vice do segundo.

Independente de quem vença em outubro, espero que o processo eleitoral seja conduzido de forma transparente e que haja um produtivo diálogo entre os pleiteantes de alternativas para retirar a nossa cidade do marasmo econômico em que se encontra.

Política do Aracati está fervendo.

Extraído da página do perfil do facebook da presidente do PSB de Aracati, a sra. Kátia Freire.

Caros amigos, segue o teor da minha renúncia, entregue hoje.

Aracati, aos 20 de junho de 2012

Exmo. Senhor Presidente Estadual do PSB
Cid Ferreira Gomes,
...
Venho por meio deste, comunicar a minha renúncia em caráter irrevogável a Presidência da Comissão Provisória do PSB de Aracati, em face de discordância da forma como culminou o processo de encaminhamento do posicionamento do Partido neste processo eleitoral.

As discussões que tiveram, inclusive, a participação e apoio do Ministro Ciro Gomes com o Sr. Ivan Silvério no último feriado em Canoa Quebrada que apontavam para um amplo entendimento da base aliada em Aracati foram, inexplicavelmente, atropeladas.


O lançamento de uma candidatura com altos índices de rejeição e agregando tão-somente grupos políticos que até a poucos meses, tiveram participação ativa na administração que levou o Aracati ao estado lastimável em que se encontra, com certeza, está fadada ao fracasso nas urnas.


Reputamos ao Bismarck Maia erros na condução deste processo, arrogância, prepotência, falta de transparência e ética, inviabilizando um amplo entendimento da base aliada em nosso município.


Continuamos apoiando e acreditando em seu Governo que tantos benefícios têm trazido ao nosso povo e, muito ainda tem por fazer e com certeza fará, pelo bem de nossa gente.


Abraços,


Kátia Freire

Em relação à política do Aracati, faço um aparte.


Observador Jaguaribano

Politicamente, nos últimos oito anos, houve em Aracati uma nociva polarização entre facções eleitorais que apresentam propostas de administração governamental bastante distintas. Há até hoje quem não se fale ou quem se olhe com desdém por conta de ter votado em A, B ou C nos últimos dois pleitos para o poder executivo local. Isso precisa acabar. Cada palmo de chão daqui pertence a cada um de nós e este é um momento crucial de nossa história onde devemos nos unir para retirarmos a terra que tanto amamos do atoleiro¹¹ em que se encontra.

Pondero ser um atentado ao bom senso tornar a prefeitura em mero objeto de disputa de egos megalômanos. Quem quer que seja eleito prefeito em outubro vindouro, terá de fazer, a título de precaução, uma auditoria minuciosa nas contas do município, além de enxugar a folha de pagamentos da máquina administrativa. O primeiro ano da próxima gestão terá como marca um expressivo índice de impopularidade, mas via de regra, os remédios amargos são os mais eficientes. Choque de gestão e meritocracia são conceitos que precisam martelar a cabeça do futuro alcáide. 

Tudo indica que teremos três ou quatro candidaturas, com duas "de peso" . E espero sinceramente que haja um clima de relativa tranquilidade. Que se trave um ético embate e que vença aquele que o povo julgar ter a melhor biografia a suceder o pior prefeito dos últimos 169 anos de Aracati. Apostemos em um novo recomeço!