quarta-feira, 20 de junho de 2012

Política do Aracati está fervendo.

Extraído da página do perfil do facebook da presidente do PSB de Aracati, a sra. Kátia Freire.

Caros amigos, segue o teor da minha renúncia, entregue hoje.

Aracati, aos 20 de junho de 2012

Exmo. Senhor Presidente Estadual do PSB
Cid Ferreira Gomes,
...
Venho por meio deste, comunicar a minha renúncia em caráter irrevogável a Presidência da Comissão Provisória do PSB de Aracati, em face de discordância da forma como culminou o processo de encaminhamento do posicionamento do Partido neste processo eleitoral.

As discussões que tiveram, inclusive, a participação e apoio do Ministro Ciro Gomes com o Sr. Ivan Silvério no último feriado em Canoa Quebrada que apontavam para um amplo entendimento da base aliada em Aracati foram, inexplicavelmente, atropeladas.


O lançamento de uma candidatura com altos índices de rejeição e agregando tão-somente grupos políticos que até a poucos meses, tiveram participação ativa na administração que levou o Aracati ao estado lastimável em que se encontra, com certeza, está fadada ao fracasso nas urnas.


Reputamos ao Bismarck Maia erros na condução deste processo, arrogância, prepotência, falta de transparência e ética, inviabilizando um amplo entendimento da base aliada em nosso município.


Continuamos apoiando e acreditando em seu Governo que tantos benefícios têm trazido ao nosso povo e, muito ainda tem por fazer e com certeza fará, pelo bem de nossa gente.


Abraços,


Kátia Freire

Em relação à política do Aracati, faço um aparte.


Observador Jaguaribano

Politicamente, nos últimos oito anos, houve em Aracati uma nociva polarização entre facções eleitorais que apresentam propostas de administração governamental bastante distintas. Há até hoje quem não se fale ou quem se olhe com desdém por conta de ter votado em A, B ou C nos últimos dois pleitos para o poder executivo local. Isso precisa acabar. Cada palmo de chão daqui pertence a cada um de nós e este é um momento crucial de nossa história onde devemos nos unir para retirarmos a terra que tanto amamos do atoleiro¹¹ em que se encontra.

Pondero ser um atentado ao bom senso tornar a prefeitura em mero objeto de disputa de egos megalômanos. Quem quer que seja eleito prefeito em outubro vindouro, terá de fazer, a título de precaução, uma auditoria minuciosa nas contas do município, além de enxugar a folha de pagamentos da máquina administrativa. O primeiro ano da próxima gestão terá como marca um expressivo índice de impopularidade, mas via de regra, os remédios amargos são os mais eficientes. Choque de gestão e meritocracia são conceitos que precisam martelar a cabeça do futuro alcáide. 

Tudo indica que teremos três ou quatro candidaturas, com duas "de peso" . E espero sinceramente que haja um clima de relativa tranquilidade. Que se trave um ético embate e que vença aquele que o povo julgar ter a melhor biografia a suceder o pior prefeito dos últimos 169 anos de Aracati. Apostemos em um novo recomeço!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Socializando idéias.

Por Rose Nogueira, extraído de seu facebook.

Antes de tudo, é preciso ter em mente que não basta que o candidato seja uma pessoa simpática, agradável e que cumprimenta a todos quando passa pela rua. Os hipócritas fazem isso muito bem. Descuidos dessa natureza são fatais. Não é de hoje que temos caído em ciladas por acreditar demais nas promessas e no sorriso de certos candidatos.
O perfil de um bom governante é pautado pelo seu comportamento social, político humano, e não por aquilo que ele diz de si mesmo. Um candidato ideal é aquele que, antes de pensar em si próprio, preocupa-se primeiro com seu povo, com sua cidade e de que maneira ele pode ser útil para sua comunidade. O bom candidato soma, não divide, e isso é coisa para poucos. Não precisa andar sorrindo para todos. O essencial não é a aparência agradável, voz macia e jogo de cintura, mas seriedade com o trato da coisa pública. Coisa que poucos conhecem, em se tratando de alguns políticos de hoje em dia.
Um bom candidato, além de ilibado politicamente, deve também ser apoiado por um bom partido. Um partido que congregue pessoas sérias, honestas e comprometidas com o desenvolvimento da cidade e o bem-estar do seu povo. Para completar, deve ter disponibilidade para administrar com tranqüilidade.
É preciso urgentemente eleger um candidato que preencha esses mínimos requisitos, necessários para continuação da obra de reconstrução desta cidade, interrompida, infelizmente, por governantes despreparados e comprometidos apenas com suas desvairadas obsessões políticas e completamente alheios aos verdadeiros interesses da comunidade.
A prudência nos aconselha escolher um candidato de respeito, que tenha transparência e que realmente reúna condições para administrar uma cidade do porte de Aracati e não aqueles ditadores, que não respeitam as instituições democráticas. 
Cuidado com os que já caíram no descrédito, com os aventureiros, preocupados com suas finanças pessoais e sem compromisso com povo que o elege. Um candidato sério não promete tudo, pondera, porque sabe o que realmente precisa ser feito para o desenvolvimento de sua comunidade.
Cautela com aqueles candidatos que se arvoram como salvadores da pátria, mas que nunca comprovaram sua capacidade administrativa. Um bom administrador não se forma da noite para o dia e, sim, mas com anos de trabalho. Vasculhe a vida pregressa de seu candidato para não se arrepender. É hora de somar esforços para trabalhar em favor de uma comunidade inteira e, não, para favorecer apadrinhados políticos que só aparecem para sugar o já tão dilapidado patrimônio público. Desconfie sempre de muitas promessas.
A mudança de nossa cidade depende da mudança da nossa atitude. Pense nisso. Afinal, o futuro que você idealiza para sua cidade ainda está em suas mãos.

sábado, 16 de junho de 2012

Socializando ideias.

Célia Maria Bernardo
Por Célia Bernardo

É um texto meio longo, mas vale a pena lê-lo. Trechos do livro "O arroz de Palma" de Francisco Azevedo (Escritor Português). 

"Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema......Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir......Mas a vida... sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele, o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente... ...Já estão aí? Todos? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa. Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto: é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada. O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini, Família à Belle Manière; Família ao Molho Pardo (em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria). Família é afinidade, é à Moda da Casa. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito. Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seria assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir. Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete."

Fonte: Aqui.

Ainda sobre a conferência Rio+20, o desafio brasileiro.


Um dos grandes desafios que tem a humanidade frente a este século é promover desenvolvimento econômico com inclusão social de parcelas da população mundial outrora marginalizadas pela 'sociedade de consumo'. E esta melhoria desejada do padrão de vida implicaria altíssimos custos ambientais, tendo em vista que a demanda energética e de matéria-prima não renovável teria de crescer em comparativo aos atuais níveis. Urge a necessidade de se promover amplos debates no tocante a alternativas que visem diminuir progressivamente a dependência de hidrocarbonetos.

Como solução emergencial, os governos devem aplicar grande soma de recursos na ampliação do serviço público de transporte, dando-lhe segurança, rapidez e eficiência. É claro que isso afetaria os interesses de fabricantes de veículos, donos de postos de combustíveis e grandes companhias petrolíferas, além do mercado de trabalho que se agrega a esta teia produtiva, sem contar com o próprio Estado, que se beneficia consideravelmente com a arrecadação tributária do setor petrolífero e automotor. Em nosso país, nos últimos anos, recorreu-se a medidas anti-ambientais para se evitar o contágio de nossa economia ascendente por crises externas. Reduziu-se, por exemplo, impostos como IPI e até os juros para o financiamento de veículos. Consequência imediata? A malha urbana dos grandes centros passaram a se habituar com enormes congestionamentos... Intensificou-se então a emissão de gás carbônico na atmosfera, reduzindo a qualidade do ar e a imunidade orgânica das pessoas principalmente nas grandes metrópoles.

Testemunhamos que temos diversificado a nossa matriz energética nas últimas décadas, atraindo grandes investimentos estrangeiros em energias limpas. Ponto positivo. Mas ainda somos campeões em desmatamentos e queimadas. Ponto negativo.  Estamos atrasados no processo de  coleta, seleção e tratamento do lixo residencial e industrial e também é necessário mencionarmos a falta de educação das pessoas, que jogam papéis, garrafas de vidro ou de plástico e sacola nas ruas... A reciclagem não daria conta de tornar reaproveitável todo o nosso lixo produzido, mas diminuiria bastante os impactos na natureza e na vida coletiva das regiões metropolitanas.

A tecnologia que dispomos hoje nos permite abdicar do Petróleo. Não faremos isso antes que se esgotem os suprimentos. Essa dependência desestabilizou geopoliticamente o mundo, levando-nos à  necessidade de importação de países produtores do Oriente Médio. Para manter a oferta, governos ocidentais financiaram ditaduras que entraram ou ameaçam entrar em colapso na atualidade. Uma parte da fúria anti-ocidentalista advém desta relação... O plano de fundo das "primaveras árabes" é o desemprego e carestia dos alimentos. E estas, por sua vez, são oriundas da oscilação dos preços dos combustíveis. Barril a preço de quase cem dólares implica o repasse de ônus ao consumidor. O poder aquisitivo de salários diminui. É provável que esta crise no mercado financeiro reduza o ritmo de crescimento das economias industriais, inclusive da China, dependendo do panorama de estagnação ou recessão na zona do Euro, pondo para baixo a demanda por combustível. A vulnerabilidade desta nação asiática é justamente sua dependência de investimentos e dos mercados ocidentais.

Uma coisa é certa: é preciso encontrar um ponto de equilíbrio.