Paralelo a isso, há outra questão que pouco se pensa no país: estrutura médico-psicológica para fornecer o tratamento necessário de desintoxicação. O governo paulista criou recentemente um programa chamado "bolsa-crack", tornando o drama pessoal de muitos em fontes de receitas para os donos de clínicas. Quanto a isso, discordo. O tratamento deve ser ofertado pelo próprio sistema de saúde.
Além da prevenção e tratamento compulsório, a coerção deveria ser mais efetiva, com uma legislação excessivamente punitiva para traficantes. E à diplomacia do Brasil, cabe realizar parcerias estratégicas com outros países da América do Sul, para esboçarem ações conjuntas de repressão ao tráfico de entorpecentes. Principalmente na região amazônica e fronteira com Paraguai e Bolívia, que são grandes exportadores de produtos falsificados e de cocaína, respectivamente.
E coroando estas medidas, a reinserção do ex-viciado no mercado de trabalho, com acompanhamento efetivo para evitar que o mesmo volte à condição de zumbi. Mas neste país está tudo errado.
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