terça-feira, 28 de maio de 2013

Minha visão capitalista sobre o sistema carcerário brasileiro.

Não se pode negar que o sistema prisional brasileiro é estruturalmente medieval. Porém este não pode ser o argumento a justificar a impunidade, sob a alegação de que tais estabelecimentos são escolas do crime e que não oferecem condições mínimas de respeito à dignidade humana e ressocialização. Há uma nítida omissão do Estado quanto a isso e ele deve ser chamado à responsabilidade, principalmente por órgãos internacionais. Particularmente, defendo a criação de colônias prisionais onde o detento trabalhe para "pagar" o ônus de sua hospedagem, além de somar recursos para indenizar as vítimas ocasionadas e ter um pé de meia para quando cumprir a pena, ser reinserido na sociedade e quem sabe iniciar um pequeno negócio. 

Empresas que optassem por contratar este tipo de mão-de-obra teriam incentivos fiscais e  regime previdenciário diferenciado. Não se trata aqui de privatização da responsabilidade gerencial das cadeias. Se trata em acabar com o ócio. Dar utilidade a uma massa de milhões de enjaulados que passam dias e noites arquitetando ações criminosas e nutrindo dentro de si grande revolta por estarem naquelas condições.

Superstições e outras pequenas inutilidades da vida.

Orgulho-me em não ter superstições ou acreditar em inutilidades como horóscopos e afins para orientar as minhas atitudes e decisões. Respeito quem as tem ou quem acredita que uma conjunção de planetas é capaz de definir o futuro de cada um, mas isso é balela, goste você ou não desta verdade.

Se algo tem chance de dar errado, não adianta ficar se apegando à patuás e trevos de quatro folhas quando porventura as coisas não saem como o esperado. Estas coisas servem apenas para desviar o foco da mente. Pare de ficar achando que o universo está contra você e deseja sabotar os seus passos. Nem sempre atingimos na vida os resultados que esperamos. E as quedas ou as vitórias laureadas são consequências da ação.

Tá na hora de se enxergar a vida de uma forma mais realista!

Brasileiro se incomoda com a proibição das caxirolas.

E dos caxiroleiros do dinheiro público, não? No mais, concordo com a decisão da FIFA. É triste dizer, mas a maioria das pessoas que vão aos estádios de futebol são mal-educados.

Ao ser lançada durante o clássico entre Bahia e Vitória no campeonato baiano deste ano, a caxirola foi usada por torcedores de forma inadequada. Muitos deles a atiraram no gramado durante a partida, o que transformou o instrumento em alvo de polêmica. VEJA AQUI
Dilma toca caxirola ao lado de Carlinhos Brown no Palácio do Planalto (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Seria Lula a reencarnação do faraó Quéops?

A Copa do Mundo no Brasil foi um ato tresloucado e de grande irresponsabilidade do governo brasileiro ancorado pelo megalomaníaco Lula, que certamente se acha a reencarnação do Faraó Quéops. Dificilmente o cronograma das obras será cumprido até a Copa das Confederações ou mesmo para a Mundial de 2014. 

Não sou contra a competição em si. O que sou contra aos seguintes fatos: Primeiro, o anúncio foi feito quatro anos antes. O Brasil não tem e continua a não ter infra-estrutura, pois as intervenções urbanas caminham em passos de tartaruga. Segundo, porque a urgência em realização das obras pode resultar em casos de malversação dos recursos públicos. Terceiro: Esta competição serve de totem ideológico do partido governante (PT) que precisa de elementos para alienar a sociedade mostrando um Brasil Grande que não existe.

Enquanto isso, perguntamo-nos: cadê a Transnordestina? E como anda a Transposição do São Francisco? São investimentos públicos que se encontram EmPACados. Lula pode até se sentir "a última bolacha do pacote", mas pelo menos o faraó da IV Dinastia do Antigo Império Egípcio conseguiu entregar  o que é uma das grandes maravilhas da antiguidade num prazo razoável de tempo levando em consideração a engenharia e disponibilidade de recursos! Portanto, a resposta para a pergunta-título é NÃO.

domingo, 26 de maio de 2013

Modernidade e modernismos. A nascer de um novo mundo.

No-Steve-Carell-on-The-Office-Series-Finale-ReutersOs últimos quarenta ou cinquenta anos de história humana foram marcados pelo afloramento de tensões que levaram à quebra de paradigmas enraizados no tempo. Valores tradicionais dos tempos de nossos avós colapsaram, com o avançar da era da informação. Novas interpretações para os conceitos antigos surgiram. O de família, por exemplo, deixou de ser analisado sobre o ponto de vista reprodutivo, que configuram as relações heterossexuais, para ser revestido por um novo significante: família é quem cuida, dá carinho e amor à criança.

Quanto às mulheres, estas deixaram de serem vistas como escravas do lar, à serviço dos caprichos instintivos de seus maridos, obrigadas a serem boas esposas e boas mães. Não mais os pais escolheriam os futuros de seus filhos. Cada um passa a construir o seu futuro ou dá um significado a sua existência.

Com relação aos homens, passou a compartilhar de preocupações que outrora eram inerentes às mulheres. Novos casais dividem tarefas domésticas e as contas do mês. A figura do provedor se desfez. Poucos são os que ambicionam matrimônio, preferindo as relações estáveis.

O mundo moderno repensou os papéis sociais dos indivíduos, elegendo a individualidade como uma de suas características marcantes e que deve ser exercido em sua plenitude.

Outro dia, lendo o jornal Estrela do Mar, do município de Aracati, disponibilizado no site da Casa da Cultura, encontrei a seguinte informação:

Os homens - Ser firme e constante na fé, [...] fugir da embriaguez - Trabalhar seriamente para a riqueza e engrandecimento da família e da Pátria - Respeitar e amar suas esposas - [...] dar bom exemplo aos filhos, corrigi-los e não deixar que andem em más companhias. 
As mulheres- Amar a concórdia e procurar conservá-la na família – Amar e obedecer aos seus maridos - Ser laboriosas e recatadas [...] - Não murmurar - Cuidar da educação dos filhos, [...] - Rezar em comum com sua família, antes de se recolherem, o Terço de N. Senhora (A Estrela do Mar, de 24 de Janeiro de 1921, pag.1). 
E prossegue:
E o que será dos homens? Trocarão fatalmente de estado e terão que ir acalentar a petizada, consertar as meias, cozinhar o feijão e governar...a casa. A coisa vai marchando ainda para pior.

Há pouco no Piauí, apareceu um homem amamentando e, como este, terão de ser os outros, devendo deixar crescer os cabelos, o que também vai acontecendo, como há pouco verificamos nesta cidade.

E assim ficarão os papéis invertidos.

Desaparecerão barbas e bigodes nos homens, surgindo nas mulheres, conforme a opinião de um sábio estrangeiro. Que tal, colegas de sexo, o futuro que nos aguarda?

Encerro este texto exatamente com a pergunta final do fragmento acima: o que nos aguarda para adiante?