domingo, 26 de maio de 2013

O problema do brasileiro é achar que Deus é brasileiro e de mais nenhum outro povo.

O governo da presidente Dilma convive com um paradoxo: queda nas taxas de desemprego e ao mesmo tempo baixo crescimento econômico. É fato que comparando a realidade vivenciada no Brasil  com a do cenário europeu, estamos em posição relativamente mais confortável, porém isso não nos exime de fazermos as reformas estruturais que permitam dinamizar o setor público e produtivo do país. 

Temos uma baixa taxa de investimento, de poupança e carga tributária elevada. Boa parte do que se arrecada é para pagar salários, pensões, aposentadorias e assistencialismos de finalidade eleitoreira. O que sobra, não é corretamente aplicado. Parte dos impostos é desviado através de N maneiras.  Em ladroagem, somos campeões em inovação. Temos uma máquina estatal megalomaníaca: 39 ministérios, que consomem 58 de bilhões de reais, tudo para contentar os grupos políticos da base governamental. E a culpa disso não é do imperialismo americano. É única e exclusivamente de nossa desorganização enquanto sociedade e de nossa cultura de parasitismo e aversão ao trabalho.

Esse modelo de sociedade é insustentável. Somando-se a essas problemáticas, há uma crise de produtividade. Nossa economia está perdendo competitividade e acima de tudo o bonde da história.

É uma vergonha o país não ser capaz de formar sua própria mão-de-obra. O governo estuda trazer médicos estrangeiros para clinicar aqui. Nos setores industriais, há carência de engenheiros de vários ramos, arquitetos, químicos, dentre outros profissionais. E o que é mais triste é saber que os brasileiros se preocupam mais com a copa do Mundo e com futebol do que com os problemas nacionais.

Leia o artigo publicado no Financial Times aqui.

sábado, 25 de maio de 2013

Perspectivas dos jovens aracatienses quanto ao futuro de sua cidade.

Quando conclui o Ensino Médio, nos idos de 2004, uma frase era dita por alguns de meus colegas de terceiro ano do Instituto São José: "estudar para que, se o futuro é Agabê?" Passados nove anos, vejo que este futuro virou passado e o adágio popular propõe outro destino: vender churrascos em esquinas ou CD's piratas nas ruas do Centro. Esse cenário de decadência econômica afeta o emocional de  todos e desmotiva o jovem aluno a estudar, já que não enxerga perspectivas à médio prazo para si. E para agravar, em cidades provincianas como a nossa, é mais fácil se conseguir as coisas mediante bajulações de políticos. Aracati guarda fortes ranços coronelistas.

Não é à toa que muitos filhos do Aracati já se exilaram daqui para buscar um melhor sol.

Cabe à atual gestão do Sr. Ivan Silvério esforçar-se (muito mais) para reverter este quadro de descrença dos aracatienses quanto aos tempos vindouros de sua própria cidade. Os problemas sociais que temos vivenciado advém da palavra em destaque neste parágrafo. Aracati precisa atrair empreendimentos de grande porte, para aumentar a renda circulante e absorver a mão-de-obra ociosa. E para os jovens que concluíram o ensino superior e que estão ao deus-dará, que se faça imediatamente o concurso público.


A incoerência dos partidos socialistas e comunistas da atualidade.

Em muitos países do mundo onde impera como regime de governo a democracia, há partidos socialistas e comunistas. E em todos eles há uma abismal distância entre a retórica profetizada em seus catecismos doutrinários e a ação prática, quando ocupam a chefia do Estado. Aos militantes, cabe a defesa do igualitarismo franciscano redentorista de um mundo onde impera o canibalismo social que é a ditadura da burguesia.  Já quanto as cúpulas gerenciadoras destas agremiações, ambicionam todo o privilégio e exclusivismo que o Estado Capitalista pode oferecer. Nem que para se obter estes privilégios, se recorra à usurpação. Na verdade, são amantes da vida burguesa que tanto criticam e que são incapazes de dar a si através do trabalho honesto e do empreendedorismo.

O PT é a personificação do exposto no parágrafo acima. Na recente ida à Missa de Inauguração Pontifical de Francisco, Dilma¹³ e delegação se hospedaram nos melhores hotéis romanos às custas do erário público. Mas para o conjunto social isso não tem qualquer importância, pois absorvem a propaganda governamental de que estamos em uma ilha paradisíaca, de pleno emprego, contrastando-se com um mundo convulsionado por crises econômicas severas que levam a altíssimas taxas de desemprego e o abandono das políticas de proteção social, como é o caso europeu nos dias atuais. Zé Dirceu, dentre outros, traíram os ideais de sua juventude e Marx se encontra muito decepcionado com isso (sic). Nunca os banqueiros ganharam tanto dinheiro quanto no governo trabalhista¹³, que se recusa a fazer reformas estruturais que levem à redução do endividamento público e das taxas de custeio de seus juros, além da desburocratização e eficiência dos serviços públicos. 

A grande verdade é que o PT necessita da pobreza para se perpetuar no poder. Se estes virassem Classe Média, perderiam seu caráter sacralizado.


É muito bom ser comunista ganhando 15.000 reais por mês como professora da USP. Nada contra quem ganha qualquer coisa advinda da remuneração de uma ocupação, mas contra a hipocrisia que este tipo de esquerda impõe ao cenário político.

Lula e o Bolsa-Família.


Repercute nas redes sociais um vídeo em que o ex-presidente Lula critica o Bolsa-Família. Obviamente, a declaração foi dada antes do mesmo se tornar mandatário da nação. E ironicamente, é esse o benefício quem sustenta o seu alto índice de popularidade. A verdade é que ele sabe moldar  e adaptar bem o discurso para cada conveniência. Numa coisa ele acertou: uma parte da sociedade se deixa levar "pelo estômago e não pela cabeça". Parece um tucano falando. (sic)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Sobre o sistema político-partidário brasileiro.

O atual sistema político-partidário brasileiro não representa os interesses do conjunto da sociedade. Configura-se como um instrumento de perpetuação de poder a qual siglas de agremiações políticas e seus caciques se valem da miserabilidade alheia para obter dividendos eleitorais. Nada há de interesse em prosperidade coletiva ou outros substratos de caráter ideológico na atual fase da república brasileira. A lógica imperante é o enriquecimento privado, permeado por uma hipocrisia ética utópica nos discursos.

Citemos como exemplo o processo eleitoral de cidades pequenas. Se dá da seguinte forma: pleiteantes a cargos públicos sondam lideranças comunitárias e estas, por sua vez, regimentam eleitores para determinados candidatos ou candidaturas em seus lugarejos, recebendo destes promessas de futuros empregos ou cifras caso se elejam, deixando na cabeça de cada uma dessas pessoas a idéia de que a máquina pública deve cumprir uma função que deveria caber à iniciativa privada. Quando estas cidades se encontram em baixos índices de desenvolvimento econômico, sendo incapazes de absorver a mão-de-obra ociosa existente, seu povo se submete a estas relações clientelistas para encontrar uma ocupação e assim sanar as necessidades existenciais mais emergenciais. E é nesse momento que o indivíduo vê silenciar a dimensão crítico-revolucionária de sua existência. Tal alienação política é conveniente a quem governa.

Quando se obtém dos eleitos tais vantagens, o eleitor de determinado candidato se nutre de impressionante sentimento de gratidão, o que foi para determinados políticos um pietismo teatral. Os erros cometidos pelos "padrinhos" passam ignorados no pós-eleições, por temor de perder sua ocupação e os efeitos práticos desses erros se sentem quando este "escravo das conveniências alheias" visita um hospital em caso de uma emergência para consigo ou familiares e encontra péssimos serviços, falta de estrutura física, carência de profissionais e medicamentos. 

Pra que emancipar os indivíduos? Pra que despertar a insatisfação social e sua fúria? Nenhum governante quer que seu povo seja inconformado. E tudo faz para querer calá-lo. Augusto, primeiro imperador romano, soube usar com maestria o Panis et Circensis. Os coronéis das oligarquias do início do século XX no Brasil, também. E na atualidade, com o Bolsa-Família.

Quando o indivíduo não se deseja fazer tutelado pelo Estado, atinge a sua maioridade social. É livre para pensar sem temor de repressões ideológicas.