quarta-feira, 19 de junho de 2013

Brasil se desperta e levanta-se do "berço esplêndido".

Foto: Isso aí

A depredação de prédios históricos no centro do Rio de Janeiro me faz pensar sobre uma verdade: um ato de violência simbólica contra outro ato de violência cometido por nossos antepassados contra os mais pobres. Refiro-me à Reforma Pereira Passos, que visava dar modernidade à então capital do país através da política do "bota-abaixo" para a construção de prédios modernos para a época, de estilo francês para agradar os turistas que nos visitavam, em que milhares de pessoas foram expulsos da região e, não tendo estes para onde ir, passaram a ocupar os morros da região, surgindo o processo de favelização que é marca inexequível da Cidade Maravilhosa.

Sou contra o vandalismo, mas a história do Brasil é escrita à sangue e lágrimas. É preciso que todos, governantes e sociedade, tenhamos novas práticas. Que não sejamos patriotas unicamente em época de copa. Que sejamos à cada dia cidadãos de fato, exigindo do Estado serviços públicos de qualidade e principalmente não elegendo (ou reelegendo) políticos descompromissados com uma agenda de desenvolvimento sócio-econômico da nação.

terça-feira, 18 de junho de 2013

O Brasil começa a despertar.

Com o surgimento de uma nova classe média, algumas coisas começam a ser repensadas em nosso país. A começar, sobre o papel que temos enquanto cidadãos, para a construção de uma sociedade socialmente justa, fraterna e próspera. Ao que se deve brigar, nas ruas, em atos de protesto? Uma das primeiras coisas que defendo é o fim da reeleição para o executivo e legislativo em um mandato único de 5 anos. Política deixaria de ser uma 'boquinha' e haveria maior renovação das representações. Fim do Foro Privilegiado e do Voto Obrigatório. Legislação punitiva exemplar contra crimes de todas as naturezas, além de celeridade do trâmite de processos judiciais. Reforma tributária. Escola pública de qualidade, bem como um eficiente sistema de saúde. Gestão racional dos recursos públicos, priorizando a relação Custo-Benefício, além de reforço das estruturas de fiscalização e controle de gastos públicos.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Sobre os atos de vandalismo em protestos.

O crime de depredação ao patrimônio público é punível de acordo com a legislação e disso sabemos. É óbvio que dentro de uma agenda de protestos, não deve ser tolerado como prática. Porém vândalos maiores são aqueles que saqueiam os cofres públicos em detrimento de uma sociedade que anseia por bons serviços públicos e que sacrifica 150 dias de seus rendimentos pagando tributos. Quantos diariamente morrem por falta de médicos e medicamentos , além de terem de aguardar por atendimento em filas intermináveis?

As recentes manifestações em várias regiões do país são um recado claro às autoridades de que a corrupção não pode mais ser tolerada nesta nação. Está na hora de passar este país à limpo. É preciso acabar com os privilégios, a começar com o Foro Privilegiado, que tanto tem beneficiado criminosos do colarinho branco que ingressam na vida pública para fugir de possíveis punições.

A Copa do Mundo no Brasil fez a alegria de muita gente, principalmente de empreiteiros. Bilhões de reais foram gastos na construção de estádios. Será que não existiam outras prioridades mais urgentes que satisfazer o ego do apedeuta-mór do Brasil, o Lula, em seu nacionalismo chinfrin de boteco?

Os sansculottes estão nas ruas. Brigam por redução de passagem, por justiça e pão. Agora, façam a Revolução e salvem o Brasil desta nobreza parasitária que representa a classe política nacional.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Protestos em SP: Quanto mais, melhor.

É salutar, em qualquer democracia, o direito de protesto, quando exercido de forma pacífica e organizada. Expressa indignação contra a insensibilidade dos governantes, que enumeram justificativas econômicas para expropriar do povo um quinhão maior de seus rendimentos.

Em São Paulo, manifestantes reclamam do aumento de 20 centavos nas tarifas de transporte público. Em época de inflação em alta e economia estagnada, isso ganha contornos dramáticos. Não é à toa que até a imprensa internacional tem acompanhado o desenrolar dos fatos. Curiosamente, o aumento foi dado pelo prefeito eleito por um partido que se diz dos trabalhadores...

Não sou contra os protestos populares, aliás, quanto mais, melhor. De preferência, contra a corrupção, que afeta mais objetivamente as nossas vidas. Neste caso específico estampado em manchete dos principais veículos de mídia, apenas manifesto meu pensamento contrário ao objeto do protesto. Reclama-se dos efeitos dos problemas, quando deveriam se insurgir contra a origem dos mesmos. Paga-se tão caro pelos serviços de transportes e, no entanto, a sua qualidade é péssima. Superlotação é o que mais se vê, sem contar com a insegurança. Mas ao final de contas, ao que deveríamos protestar? 

O Brasil tem uma carga tributária que reflete o gigantismo da máquina estatal parasitária. Inflação abaixo de 4% é utopia. Poderia neutralizar os impactos inflacionários causados pelo reajuste do salário mínimo e dos combustíveis, que obrigam os empresários a subirem os preços, se realizasse um processo de desendividamento da máquina pública que levasse o Estado a diminuir o peso dos tributos na vida dos brasileiros. 

Paga-se aqui acima de 30% de impostos, na pior relação custo/benefício que se pode imaginar. É unanimidade que a qualidade dos serviços públicos são péssimos. Por que não se protestar a favor da justiça tributária? Ora, acabemos com esta tese tola de que pobre não paga imposto. Aliás, o efeito dos impostos é mais nocivo contra eles do que para os ricos.

Que o germe da indignação seja instigado cada vez mais. Assim, avançará a nação.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A passagem de ônibus tá cara? Você é o culpado por isso.

O Brasil é um país que tenta combater (e mal) as consequências dos problemas sociais e pouco despende esforços para atacar as suas causas. Em SP, protestos contra o aumento de R$ 0,20 na passagem de ônibus têm levado muitos à rua, de forma nada pacífica. O fato é que poderíamos ter serviços públicos de transporte com eficiência britânica se não vivenciássemos a notória falta de racionalismo ao se gastar o que se arrecada em tributos, além da inversão de prioridades. Enquanto isso, bilhões de reais são desviados dos cofres nacionais em superfaturamentos de obras públicas relacionadas à copa do mundo. O que aconteceu mesmo com a Transnordestina? Tá na hora de começarmos a criar vergonha na cara.