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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Sobre 'marijuana' e afins.


Há argumentos pró e contra a maconha. Em todo o país, manifestantes tem ido às ruas para exigirem a liberação do consumo desta erva, baseados em fundamentações científicas das mais variadas. Creio não demorar muito para que a ciência também encontre alguma justificativa 'racional' que comprove que o uso de crack faz bem à saúde. Veremos em breve campanhas do tipo "Liberem o pó" em plena Avenida Paulista ou quem sabe, pelos calçadões de Copacabana. Maradona seria o ícone do movimento. 

Os argumentos favoráveis à liberação do uso de entorpecentes ditam ao possível estrangulamento do tráfico. Caberia então ao Estado regular a produção e distribuição destas drogas hoje ilegais para que farmácias pudessem vender aos usuários. Do jeito que o governo tem fome de arrecadação tributária, não demoraria muito para que o velho traficante voltasse a produzir sua velha cocainazinha a preços mais convidativos que os vendidos nestes estabelecimentos. Sendo como somos, é melhor não arriscar. 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

A realidade das drogas em nosso município.

Hoje, no programa Bom Dia Cidade, do apresentador Sandro Guimarães, Rônet Alves de Matos, grande literato de nossa terra, nos contou um pouco sobre a sua trajetória como escritor. Também tratou de um delicado assunto de sua vida pessoal que foi a relação que teve com o mundo das drogas e como superou e amadureceu com esta experiência autodestrutiva.

Um ponto interessante que foi comentado na entrevista é a influência da teia de relacionamentos como importante fator motivador da iniciação do consumo de crack e outros entorpecentes entre jovens. Além do mais, tocou em um outro ponto importante que é a ausência de fiscalização efetiva de instituições como o Conselho Tutelar em festas que ocorrem aqui de vez em quando para coibir a venda de bebidas alcoólicas para eles pelos donos de casas de shows e bares, que todos nós sabemos que ocorre.

Também me chamou a atenção um outro momento em que o mesmo se dirigiu àqueles que estão nesta situação: o primeiro passo para sepultar o problema das drogas é reconhecer que se tem o problema, para então buscar ajuda. Sabemos que esta triste realidade vem se proliferando por todo o país, seja em pequenos ou grandes núcleos urbanos. Até nas regiões rurais esta praga vem gerando instabilidades. Que oportunidade é dada a quem quer sair do vício? É fato que na esmagadora maioria das vezes os usuários de substâncias ilegais não encontram uma assistência efetiva dos órgãos públicos. E para variar, devemos refletir sobre qual o papel que os pais vem desempenhando no processo educativo de seus filhos. 

Infelizmente, as famílias estão desagregadas. Vivemos em uma verdadeira crise de valores, de papéis sociais e de autoridade e também de respeito à integridade do próprio corpo. Este é o cenário melancólico que se apresenta diante de nossos olhos.

Só legislação punitiva não basta. Nossas fronteiras com países da América do Sul estão escancaradas. O narcotráfico internacional muito tem se beneficiado disso.