quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Sassá Mutema serve de inspiração para muitos governantes do Brasil.
É nos piores momentos da história de um povo que surgem salvadores da pátria. Investem-se de uma posição sobre-humana diante das massas, afirmando insistentemente que irão retirá-las do abismo em que se encontram.
O tempo vai passando e se descobre que foram criadas e alimentadas falsas expectativas. O continuísmo do atraso persiste. Percebe-se que não basta ter fé (ou seu plural), quando não se tem força de vontade de agir para mudar.
Da beira do mar, vimos a história acontecer diante de nossos olhos: tsunamis de frustrações que inundaram esperanças de povos sedentos por oportunidades. Não temos governos sintonizados com a efetivação de políticas públicas que tragam melhoria nas condições de vida dos brasileiros.
Não tenho nenhum preconceito contra analfabetos, pois são vítimas da inoperância de uma política educacional que os contemplem. Porém jamais votaria em um, pois coisa pública deve ser administrada por pessoas com mínimo de atributos técnicos e de estudo. Aliás, feliz será o dia em que erradicarmos o analfabetismo e exigirmos de nossos políticos que tenham curso superior.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
O cúmulo da desadministração¹¹ municipal
Li a seguinte matéria do blog Aracati em Foco, do amigo Sandro Guimarães e não poderia deixar de tecer comentários aqui pelo cúmulo do descaso da gestão do atual mandatário para com nossa terra.
Moradores da localidade de Cacimba Funda, em Aracati, denunciaram à TV Sinal que estão há meses sem água nas torneiras devido problemas com uma bomba de responsabilidade da Prefeitura de Aracati. O município encaminhou o equipamento para conserto em Mossoró no RN. Após concluir o reparo da bomba que fornece água a comunidade o proprietário da loja que teria prestado o serviço ligou para o encarregado pela ordem de serviço da prefeitura e após anunciar o valor do trabalho teria recebido um NÃO como resposta. Ou seja, "A prefeitura de Aracati não teria os R$ 4.000,00 para quitar o compromisso". Restou apenas o dono da empresa reter o bem de uso da população, afinal, também não poderia ficar no prejuízo. Foi aí que a comunidade resolveu dar uma "esmola" a combalida administração (ou seria, indi "gestão" pública?) de Aracati realizando uma "vaquinha" (aqui no Ceará significa; "juntar dinheiro para cumprir compromisso assumido por terceiros"). Cada família situada na comunidade contribuiria com R$ 5,00 para resgatar a bomba em Mossoró. São coisas "inacreditíveis" de nosso Aracati.
Um dos trechos que mais me chamou atenção neste texto é que a prefeitura de Aracati não teria os R$4.000,00 para quitar o compromisso.
Não custa lembrar que o orçamento do município para o presente ano é de pouco mais de 90 milhões de reais. Não tem $$$ para comprar uma bomba? Falta de dinheiro não cola, pois nessa cidade, fogos de artifício são prioridades..
O inchaço da máquina pública, o parasitismo e a falta de plano de ação é a marca indelével deste desgoverno¹¹. O que tem de parasitas dentro desta prefeitura não é brincadeira. Lá estão apenas por terem votado no homi¹¹. Não possuem méritos pessoais, competência e muito menos senso de espírito público e de dever para com a nação. Não pensam no bem da cidade, mas nos seus interesses. E o resultado final é resumido neste trecho: a comunidade resolveu dar uma "esmola" a combalida administração [...] de Aracati realizando uma "vaquinha" [...]. Cada família situada na comunidade contribuiria com R$ 5,00 para resgatar a bomba em Mossoró.
Cabe, ano que vem, ao povo do Aracati, de suas comunidades e distritos darem resposta em definitivo a toda essa falta de respeito da atual administração para conosco. Merecemos respeito.
Minha visão sobre a educação brasileira.
A educação liberta, pois faz o indivíduo pensar (ou repensar) a sua existência e suas ações em sociedade. Creio que devemos avançar na qualificação da educação de base. Criança tem que ser alfabetizada em creches a partir dos três ou quatro anos de idade, de forma que, ao ingressar no fundamental, domine a habilidade de ler para ter a competência de interpretar textos, ensiná-la a escrever dentro da norma culta e bem como propiciar a oportunidade para que aprenda a realizar as quatro operações matemáticas, ainda que rudimentarmente.
É lamentável que recebamos alunos no ensino médio que sequer consigam desenvolver produção textual ou falar dentro do padrão exigido para um português "bem dizido". E pra variar, é proibido hoje em dia corrigir o educando quando este fala errado ou mesmo é visto como arcaico o professor que usa dicionário em sala. Eu, como professor, sei que não posso mais colocar na minha prova palavras como "caracterize, diferencie, dicotomia" e afins.
Para os teóricos do Ministério da Educação, o que vale é passar a mensagem, não importando o como se passa.
É na fase infantil que a criança começa a desenvolver valores, do certo e do errado. Da noção do respeito e da autoridade. As políticas educacionais deviam contemplá-la com maior ênfase e investimentos na qualificação profissional e suporte para que municípios, em regime de colaboração com estados, possam promover uma educação que verdadeiramente contemple aos interesses nacionais. E que se estabeleça a progressividade da Escola em Tempo Integral.
A estrutura política brasileira devia passar por profundas reformas.
Outro ponto seria a aplicação de fato da ficha limpa. Sem este instrumento que impeça picaretas de se candidatarem, não podemos pensar em transparência.
E defendo o voto distrital como forma de garantir maior representatividade de determinada localidade. Cargos públicos não deviam ser remunerados. Política não é emprego, é responsabilidade social. Sou à favor que os legisladores recebam ajuda de custo e não salários.
Os tribunais eleitorais precisam ser inflexíveis com as patotas e com as práticas eleitorais que corrompem nossa democracia. Tem que parar de dar ampla defesa à VAGABUNDOS da pior ESPÉCIE e principalmente, de conceder a esses MARGINAIS decisões favoráveis que sacramentam a impunidade.
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