quarta-feira, 3 de julho de 2013

Aracati, pequenos questionamentos.

Passaram-se seis meses da nova gestão. O então candidato, sr. Ivan Silvério, usou como seu estandarte propagandista a palavra MUDANÇA. Passado o processo eleitoral e iniciado novo governo, a impressão de muitos aracatienses (inclusive a minha), é que a mudança ainda não aconteceu. Uma conclusão se pode extrair: ou o governo municipal está colocando as finanças municipais em dia, buscando compor caixa para a realização de investimentos públicos futuros na combalida infra-estrutura aracatiense, ou está como um barco à deriva. Particularmente, prefiro crer na primeira proposição. De qualquer forma, falta à atual administração expor com clareza o que é possível ser feito para este ano, pois as ruas cobram e a pior coisa que há é quando se perde a confiança nos políticos e nas instituições democráticas que representam. Quais as prioridades da gestão para o segundo semestre de 2013? Que verbas concretas serão destinadas ao município e quais destinações terão? Quando as ruas serão asfaltadas e calçadas, padronizadas? E o relógio da Pça. Pe. Champagnat, quando deixará de ser um monumento à decadência da cidade?

sábado, 29 de junho de 2013

Dilma e as eleições de 2014.

A popularidade dos políticos brasileiros anda crescendo para baixo que nem rabo de cavalo. Dilma Rousseff sentiu os efeitos diretos da Primavera de Junho, que levou milhões às ruas para protestar contra a corrupção e por melhores serviços públicos. O PT não esperava por isso e certamente deverá adotar duas posturas a partir de agora: marketing incisivo para convencer o eleitor de que Dilma é o que não é ou irá procurar um novo nome para a disputa presidencial de 2014. Mas quem? Há correntes que desejam o retorno do ex-presidente Lula, justamente O CARA que trouxe a Copa para cá com tantas outras emergências a receberem investimentos e que viaja em aviões de empreiteiros para fazer firula com ditadores africanos. Vamos aguardar pra ver o que acontecerá.

Da pobreza à riqueza.

Eles vieram de origem humilde e formaram grandes impérios industriais e financeiros entre os séculos XIX e XX. Acreditaram em suas idéias e moveram todas as suas energias vitais para concretizá-las. Despertaram inveja nos concorrentes de sua época, levando muitos à falência. Estou falando de Andrew Carneggie, John D. Rockfeller, Barão de Mauá, JP Morgan, Cornelius Vanderbilt, dentre outros.

Suas biografias refletem o ímpeto de suas personalidades. Montaram poderosos trustes e monopólios. Controlavam grandes fatias da economia e empregavam um exército de mão-de-obra. Usaram seu capital econômico para submeter o poder político aos seus desígnios (mas também foram 'vítimas' do mundo político). Escolhi a biografia de três.

Andrew Carneggie.

Fundou a Carneggie Steel Company, adquirindo companhias de menor porte, tornando-se o maior produtor de aço do mundo. Vendeu sua companhia ao banqueiro JP Morgan por 480 milhões de dólares, tornando-se um dos mais ricos do mundo. Considerando sua fortuna em termos atuais, os historiadores o situam como o segundo homem mais rico do mundo de todos os tempos. O mesmo doou quase toda a sua fortuna para a construção de bibliotecas e obras filantrópicas.

John Davison Rockfeller

Magnata do petróleo, comprou dezenas de empresas prospectoras menores e fundou a Standard Oil, maior empresa petrolífera em sua época. É considerado o homem mais rico de todos os tempos, com fortuna avaliada em 664 bilhões de dólares. Devido às leis anti-truste, sua empresa foi desmembrada em dezenas de companhias, tendo em cada uma delas participação acionária.

Barão de Mauá.

Nos tempos do Império, nascia um homem de mente arrojada, que sonhava com um país industrializado e não dependente da agricultura. Estou falando de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, pioneiro da industrialização do país e que se não tivesse falido, certamente seria um dos homens mais ricos do mundo. De comerciante, passou para o ramo industrial. Construiu grandiosos empreendimento como a iluminação a gás no Rio, a primeira fundição de ferro e estaleiro do Brasil (o da Ponta da Areia, em Niterói), a primeira ferrovia, o Banco do Brasil, etc.

Os dois primeiros são qualificados como barões ladrões, dá para se imaginar o por que...já o terceiro, me fascina pois valorizava o trabalho como forma de ascensão social, além de ser uma premissa moral inabdicável. Defendia Mauá um capitalismo liberal conciliado com uma ética protestante. Infelizmente o Império comprometeu sua posição, além de ter sido alvo de sabotagens que lhe custou sua imensa fortuna.

domingo, 23 de junho de 2013

Petismo e a reinvenção da República Velha.

Se olharmos o perfil da base de apoio do governo do PT desde o primeiro mandato do apedeuta-mór do Brasil, percebemos que esta agremiação partidária conta com o apoio das forças mais retrógradas que há neste país, como Sarneys, Collors e Renans, que mantém em seus estados verdadeiros currais eleitorais. Curiosamente, as mesmas forças políticas que outrora, nos tempos das lutas sindicais, tanto se atacava. Estes e outros de mesmo naipe tentam incessantemente associar suas imagens podres a do ex-presidente, igualmente podre, para não perderem prestígio dos filhos do pai dos pobres.

Se uma contradição pudesse ser personificada, esta seria o Partido dos Trabalhadores, que não mais defende o direito dos trabalhadores. Suportou à pressões populares até onde pôde para voltar atrás quanto ao aumento de 20 centavos na tarifa de ônibus em São Paulo, prefeitura que governa. Paralelo a isso, as obras da copa têm feito a alegria de banqueiros e empreiteiros. Bilhões de reais são gastos em faraônicos estádios enquanto hospitais carecem de UTI's e escolas públicas, estão caindo aos pedaços.  O povo foi às ruas em um desejo de libertação das amarras que prendem o desenvolvimento sócio-econômico nacional. A eficiência administrativa. Contra a impunidade dos poderosos.

Sobre as manifestações públicas, um fato pode-se notar: a crise do sistema partidário nacional. O movimento é dos apartidários. Tanto é verdade que quem tentou levantar bandeiras de partidos políticos, foi rechaçado. 

Sobre concurso público de Aracati.


Estes dias, conversei com uma pessoa sobre assuntos do Aracati, dentre os quais sobre a importância da realização de concurso público. A pessoa em questão é contra, uma vez que pessoas 'de fora' poderiam roubar as vagas das 'pessoas de dentro'. Argumentei que na vida, os melhores sobrevivem e que devemos cada um buscarmos o aprimoramento e que a pior coisa para um sistema democrático é o clientelismo segregacionista, onde só quem tem oportunidades são os que levantaram bandeiras para candidatos à vereadores e prefeitos. Sei que a igualdade de condições incomoda a muitos, mas desta obrigação, o prefeito de Aracati não pode e nem deve se furtar. Espero eu que seja verdade que em breve esta reivindicação se realizará, como a referida pessoa me confidenciou. A meu ver, será o grande marco da administração do sr. Ivan Silvério.