sexta-feira, 16 de março de 2012

O que desejo para o Aracati.

 

O fim da caótica desadministração¹¹ municipal me preocupa, quando observo a tecitura das alianças políticas para as próximas eleições. Não vou me ater à detalhes, mas fica aqui a ladainha idealista de quem ainda acredita que o ser humano tem jeito:

Espero que as individualidades não se sobreponham aos interesses coletivos. 

Que as escolhas eleitorais coletivas sejam mediadas pela razão e não pela força do poder econômico. 

Que aqueles que porventura usem máscaras, que as deixem cair inesperadamente aos olhares de todos. 

Que o Aracati seja resgatado. Que seja MORALIZADO.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Crise do bem-estar social?


O Estado de bem-estar social não foi o responsável pela crise financeira de 2007- (?). O vilão foi imprudência dos agentes financeiros especulativos. Mas para os ultraliberais, a fórmula do "Estado Mínimo" é a solução para os graves problemas econômicos que atingem a Zona do Euro. 

A Grécia terá parte da sua impagável dívida perdoada ao custo de milhares de demissões no funcionalismo público. Deverá ainda fazer severos ajustes fiscais. Vários outros países do bloco também possuem dívidas acima de seus PIB´s e terão de seguir a mesma receita. Investimentos nas áreas de educação, saúde e infra-estrutura serão os mais afetados. 

A Europa está vivendo a sua década de 80: baixo crescimento econômico e sem sinal à médio prazo de que as coisas se estabilizarão. Cresce o desemprego, aumentando as pressões sociais. Na Espanha, a taxa está acima de 20%! Os sindicatos marcaram uma greve geral para o dia 29 de março. Além disso, os governos discutem a possibilidade de reverem suas legislações previdenciárias, como na Bélgica e França. Querem elevar o tempo de contribuição para a aposentadoria, pois observa-se queda na taxa de natalidade e aumento da população idosa e da expectativa de vida, o que pressiona para cima os gastos do Estado com pagamento de pensões além dos serviços de saúde ofertados.

Os tecnocratas do FMI, do Banco Central Europeu e do Federal Reserve não sabem o que fazer para evitar a estagnação do Primeiro Mundo. Mas uma coisa é certa: temos nós que fazermos nosso dever de casa, reduzindo o endividamento público interno, a taxa de juros e prosseguir investindo em setores estratégicos para o desenvolvimento nacional. 

Japão, um exemplo a ser seguido.


Nesta semana, completou-se 1 ano em que o Japão, terceira maior economia do planeta, sofreu um violento ataque das forças naturais: um terremoto seguido de tsunami que devastou o litoral da estagnada economia asiática. E para piorar a situação, as instalações da usina nuclear de Fukushima foram atingidas pelos tremores que chegaram a 9 na escala Richter, provocando vazamento de material radioativo. O que mais me impressionou foi o espírito de determinação do povo japonês em virar esta triste página de sua história. Os trabalhos de reconstrução estão em bom ritmo e deverá levar uma década. Faço uma reflexão: Ainda bem que teoricamente, não corremos riscos de tais infortúnios! Se acontecesse no Brasil um terremoto de tamanha magnitude, fico imaginando o quanto de dinheiro seria desviado das obras para restaurar a estrutura danificada. Aprendamos com eles.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Tiririca vai se candidatar à prefeitura de SP?


O fato de Tiririca ter sido eleito deputado federal com expressiva votação mostrou a indignação do povo brasileiro com a política. E não é para menos: Sempre que ligamos a tv em algum noticiário, tomamos ciência de algum ato escabroso de corrupção com dinheiro público. 

O comediante vê à frente um novo desafio: lançar-se à prefeitura de São Paulo. Uma piada de mal gosto isso. Política não é brincadeira. O poder gerir algum cargo público deve ser exercido por pessoas COMPETENTES, que conheçam os meandros da gestão administrativa e acima de tudo, que tenham projetos de governo e força de vontade. 

Sua possível candidatura é um reflexo da rebeldia da base governista da Dilma. É apenas um exemplo de que alguns partidos se comportam como gangues partidárias.

Dívida pública pode subir até R$ 183 bilhões em 2012, para R$ 2,05 trilhões.


O site de notícias G1 informou que a dívida pública brasileira poderá atingir, ao final de 2012, a casa dos R$ 2,05 trilhões. E em apenas dois meses e oito dias, o país já pagou R$ 299,5 bilhões em impostos.

O problema não é pagar impostos, afinal de contas, a manutenção de serviços públicos essenciais e  a realização de obras de infra-estrutura só são possíveis com a apropriação compulsória de uma fração de riqueza produzida pela coletividade. O que devemos discutir  é a racionalização de gastos do Estado Brasileiro. O Sistema tributário é complexo e incentiva a informalidade. 

E para variar, temos uma cultura predatória onde fraudes em processos licitatórios ou convênios e tráfico de influências se tornaram algo natural, por conta da incompetência do poder judiciário, que  dificilmente põe atrás das grades quem enriquece ilicitamente.

Se nossos egos ambicionam ser uma grande potência neste século, devemos fazer primeiro o dever de casa. As taxas de juros daqui devem estar condizentes com as dos patamares internacionais. Atualmente, a Selic está em 10,5%. Lembrando que a União Européia, em plena crise, tem taxa de 1% ao ano.