sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Quando a competência substitui o servilismo bajulatório.

Uma das práticas mais abjetas da política brasileira é a utilização da máquina estatal para finalidades eleitoreiras.

Sendo direto e objetivo:

- Segure o pau da minha bandeira que você e sua família ganharão uma teta na administração pública.

Ou seja, isso sintetiza bem a idéia de "curral eleitoral", onde o indivíduo abdica da condição de ser pensante e agente crítico para ter uma oportunidade de se manter em um emprego público através de indicações de caciques políticos.

Os governantes de cidades criam o caos.
Deveriam, no ofício de suas funções criarem ambientes favoráveis ao empreendedorismo em suas respectivas municipalidades. Não é o que acontece na maioria dos casos. Usufruem do caos que eles mesmos criam de variadas formas.

Se todos tivessem alguma ocupação, não precisariam de cestas básicas, de 50 reais, dentaduras ou milheiros de tijolo para vender o voto. Teriam noção do que é cidadania. De como o direito ao voto é importante meio de se encontrar soluções para os graves problemas sociais.

Ah, não poderia deixar de dizer também de que os picaretas se aproveitam do 'esquecimento natural' do povo brasileiro.

Defendo que o concurso público, conduzido de forma transparente em todas as instâncias governamentais é a única forma de se extirpar esse câncer que corrompe o erário do povo e a qualidade dos serviços ofertados. Pessoas entrariam mediante competência e mérito, não deveriam seu emprego e sua dignidade a ninguém. Teriam a liberdade de pensar, agir e sobretudo de votarem em quem quiserem ou desejarem.

Nossa democracia é frágil. Carregamos ainda ranços da República Velha.
Renova Brasil.

As estrelas um dia se apagam.


O mundo perdeu um grande gênio na última quarta-feira. Um daqueles grandes homens que só aparecem no planeta de 100 em 100 anos.

Seu nome é Steve.
Steve Jobs. Trabalho até no nome.
E no plural!

Não foi pouco o seu legado. Ele simplesmente revolucionou a informática. Fez com que o futuro estivesse dentro de nossos bolsos, escritórios ou no recanto de nossos lares. Seja com seu MAC, seja com um I-phone, Tablet ou I-pod, entramos em contato com um de seus produtos no dia-a-dia. Seja no passado de 2 décadas e meia, seja no presente imediato.
Três maçãs mudaram o mundo.

A de Adão.
A de Newton
E a Apple.

A seguir, um interessante vídeo seu na Universidade de Stanford, onde traz uma mensagem de otimismo e superação.



De origem humilde, nunca chegou a concluir uma faculdade. Optou por fazer um curso de caligrafia na universidade. E se mostrou extremamente habilidoso. Muitas fontes (estilos de letra de um texto) que usamos em nossos computadores pessoais carregam essa marca do Jobs.

Os produtos da Apple são sonho de consumo para todos os fans de tecnologias digitais. Quem não quer ter um I-phone 4, que faz chamada em vídeo-conferência e tem componentes de inteligência artificial?

A mente de Steve era tão inventiva que nos habituamos às inovações tecnológicas em curto espaço de tempo. Não é à tôa que a Apple é uma das marcas mais valiosas do mercado financeiro mundial.

Mesmo com todo dinheiro, não pôde se curar de um câncer no pâncreas. Fez valer cada dia como se fosse o último. Soube captar com precisão os desejos dos seus clientes. E lançou olhares para o horizonte.

Inaugurou a era digital com maestria, incluiu seu nome na galeria dos grandes homens que construíram a história.

Adeus Jobs!
Sua biografia sobreviverá. E seu exemplo de vida, também.

Buracos e mais buracos...

Isso é mais um alerta do que propriamente uma crítica (embora no fundo seja).

Solicitamos da Secretaria de Obras do Município de Aracati para que tome providências quanto a um bueiro quebrado e que oferece perigo na rua Armando Praça no sentido Superfrangolândia.

Transeuntes e até mesmo crianças correm o risco de se acidentarem.

Aliás, outra situação que merece atenção é o saneamento de águas pluviais da Rua João Paulo Brígido Nunes, próximo à Cerâmica Armando Praça. As caixas coletoras da água das chuvas estão quebradas, oferecendo um risco para pedestres. Vamos "trabaiá".

Os reality shows e a alienação.


"Ô fulana, sua bunda tá caída."
"Olha, como ele está marombado".

Sinceramente, não sei o que as pessoas enxergam de bom nestas bobagens alcunhadas de "show da realidade".

O telespectador fica hipnotizado na frente da tv 'dando uma espiadinha' na vida de pessoas fúteis que se acham superstars mas que não passam de estrelas decadentes.

Quando tem barraco então? É a festa. E no dia da eliminação? Ligue djá. Milhões e milhões de ligações enchendo os cofres de empresas telefônicas e emissoras de tv.

Uma excelente válvula de escape da realidade.
Programas de documentários ninguém assiste.
A qualidade da programação da Tv brasileira é péssima pois a população está acostumada com bobagens. E como bobagens trazem excelente retorno comercial, ficamos nós, a "massa crítica" reféns do pedantismo reinante. E tenho dito.

Um olhar para o futuro.

O Aracati cresce de forma desordenada. Ruas enviesadas, esgoto correndo a céu aberto em áreas periféricas, lixo se avolumando em encostas de muros... percebe-se claramente que não há um planejamento urbano sendo posto em prática por parte do poder público.

Como bem diz a letra do baião do Aracati, a cidade dos bons ventos é "mais torta que nem uma linha". Algumas ruas começam com porte de avenida e terminam estreitas de forma a dificultar a passagem de um caminhão de lixo. Lamentável.

As calçadas são cheias de altos e baixos, prejudicando a acessibilidade e socialização de portadores de dificuldades locomotoras. Se há código de conduta para as edificações do município, certamente não passa de letra-morta.

O calçamento é de pedra tosca.
"Modernidade"? Ora, veja bem! A rua grande é calçada com paralelepípedos.

São muitos os nós a desatar nesta terra dos bons ventos e de sóis tropicais.

Os serviços públicos são ineficientes. A máquina pública é viciada pelas práticas políticas comuns à República Velha. Clientelismo, patrimonialismo, empreguismo e todas as pragas que corrompem a nossa sociedade democrática.

O problema maior do Aracati não é econômico. É político. O grande desafio é desenvolver uma consciência crítica da sociedade, ao qual os cidadãos identifiquem os problemas e pressionem as autoridades para que possam saná-los.